A polícia espanhola deteve cinco suspeitos de ligação com uma célula militante islâmica que planejava atentados contra a Suprema Corte e contra o estádio do Real Madrid, anunciou o Ministério do Interior na terça-feira.
Mais de cem supostos militantes islâmicos já foram presos na Espanha desde os atentados de 11 de março contra os trens de Madri, que mataram 191 pessoas. Muitos foram posteriormente libertados por falta de provas.
Dois suspeitos foram apanhados em Vitória, capital do País Basco, dois em Madri e dois na região de Aragón, no nordeste da Espanha.
"Estes homens eram parte de um grupo de pessoas que estavam formando uma célula de ativistas radicais, potencialmente perigosos para a segurança do Estado", disse o ministro José Antonio Alonso a jornalistas. "Um deles tem ligação com os ataques de 11 de março."
Dos cinco suspeitos, três são argelinos acusados pelo ministério de ligação com uma célula salafista desmantelada no ano passado na Espanha. Essa célula teria ajudado militantes da França a prepararem um frustrado atentado com carro-bomba contra a embaixada russa em Paris.
A polícia também prendeu um espanhol de origem marroquina, acusado de contatos com Amer Azizi, que é procurado por suposta participação nos atentados de Madri e nos de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.
A quinta pessoa, detida em Madri, não foi identificada. Ela é acusada de ligação com grupo armado.
As prisões são parte da Operação Nova. Os alvos são militantes que, segundo a polícia, estavam envolvidos numa tentativa de atentado com caminhão-bomba contra a Suprema Corte, onde transcorrem pelo menos nove investigações diferentes sobre grupos islâmicos.
Essas células também estariam tramando um ataque contra o estádio Santiago Bernabeu, do Real Madrid. Os militantes teriam se organizado na prisão, onde teriam ficado ainda mais radicais, segundo investigadores.