O Brasil já faz um enorme esforço fiscal, consegue um razoável superávit nessa área e mantém sua dívida pública dentro de padrões excepcionais se levarmos em conta o cenário internacional, onde o que predomina são dívidas públicas ingovernáveis, fruto do socorro dos governos aos bancos e empresas depois da crise financeira de 2008-2009.
Assim, não há porque tomar medidas drásticas na área fiscal ou monetária, particularmente - repito - numa conjuntura internacional de alto risco (vejam o Destaque de hoje, "O medo que os conservadores tem de ruptura na economia"). Pelo contrário, devemos fazer de tudo para manter nosso crescimento econômico via ampliação do emprego e da renda, do mercado interno, e da integração com a América Latina e a África.
Os dois continentes são indiscutíveis mercados naturais do Brasil, para onde podemos e devemos exportar serviços, tecnologia e capitais, além de matérias primas, alimentos e manufaturas que já exportamos hoje em maior volume.
Romper para o Brasil ocupar seu lugar no mundo
Para tanto, devemos romper com os conceitos e políticas tradicionais e ortodoxas que levaram no passado o nosso país à estagnação e agora o mundo à crise que vivenciamos e da qual somos parte. E o que e necessário para essa ruptura?
Fazer uma faxina em nossas políticas de exportação e importação, de tarifas e subsídios; criar imediatamente o EximBank brasileiro; rever a política do Programa de Financiamento às Exportações (PROEX) e do
Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026
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