Multidões atacaram nesta quinta-feira escritórios da ONU em três cidades da República Democrática do Congo, enfurecidas com a captura da cidade de Bukavu por rebeldes da vizinha Ruanda. Os manifestantes dizem que as forças de paz da ONU deveriam ter evitado o avanço rebelde, que põe em risco um frágil acordo alcançado em 2003 para pôr fim a anos de guerra.
Os civis voltaram sua fúria contra a força da ONU, encarregada de garantir o cumprimento do acordo e a segurança da região. Centenas de manifestantes atacaram o quartel-general da organização na capital do país, Kinshasa, na quarta-feira. Nesta quinta-feira, entretanto, mais de cinco mil pessoas saíram às ruas, destruindo carros e queimando pneus.
Guardas da ONU mataram a tiros dois saqueadores de uma multidão que atacou um depósito da organização na cidade.
- É como no cinema. Eles estão queimando pneus em frente ao quartel-general e a polícia atira para o alto. Está tudo louco lá fora - disse um funcionário da ONU, que estava no prédio. Houve ataques também a escritórios da ONU em Kindu e Lubumbashi.
Alguns manifestantes pediam a renúncia do chefe da missão da ONU no Congo (Monuc), William Swing, acusando a unidade de ser cúmplice das forças de Ruanda. Kinshasa acusa forças ruandesas de ajudar ex-rebeldes na captura de Bukavu, na quarta-feira.
Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026
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