Em resposta à acusação do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, sobre o uso irregular da máquina administrativa do Estado do Rio ao apontar a atuação da firma de advocacia da primeira-dama, Adriana Cabral, em ações de interesse público, o escritório divulgou em nota na qual afirma não ver "qualquer impedimento ético ou jurídico na conduta adotada" e que "não por vedação legal, mas por princípios, não advoga em nenhuma hipótese em processos que contrariem interesses do Estado".
Apesar do pronunciamento, o governo do Estado optou por não comentar o episódio, nesta quinta-feira, e se limitou a transmitir a jornalistas a informação já conhecida de que Adriana Cabral não está entre os funcionários do Estado, apesar de exercer a Presidência da ONG Rio Solidário, onde o Estado mantém interesses majoritários, segundo informações oficiais do governo.
Irregularidades
Em seu Ex-Blog na internet, o ex-prefeito Cesar Maia divulgou, na véspera, a existência de fatos jurídicos que, comprovados, podem comprometer o mandato do governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho. Segundo Maia, a primeira-dama, Adriana Ancelmo Cabral, como proprietária de um escritório de advogacia, não poderia prestar serviços ao governo estadual, o que deixa o marido "sujeito às penalidades da lei e seu mandato estará, no mínimo, sob questionamento".