A 12 Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro começa nessa quinta-feira focalizada nas comemorações do ano do Brasil na França, em 2005. Além de 230 escritores brasileiros, o evento terá a participação especial de 16 escritores franceses.
- A novidade da Bienal será a ampliação da programação cultural. Serão realizadas palestras, debates e encontros com os autores - garante Paulo Rocco, presidente do Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e editor responsável pela publicação dos livros de Paulo Coelho.
Nos eventos paralelos serão discutidos temas como comportamento, economia, cultura e política por meio da literatura em mais de cem sessões. Também serão apresentadas aos espectadores as técnicas dos escritores e discutidas as novas formas de literatura. A participação do público para essas exposições paralelas é gratuita, mas há limite de ingressos por painel.
- O objetivo da Bienal é aproximar o leitor do livro e fazer com que o hábito de leitura seja algo sempre agradável. No Brasil, são lançados cerca de 15 mil livros por ano. É difícil encontrar tudo isso nas livrarias. A Bienal dá a oportunidade às pessoas de terem acesso às novidades e ao catálogo das editoras - diz Rocco.
A Bienal desse ano terá 944 expositores espalhados por mais de 55 mil metros quadrados.
Como a França é o país homenageado neste ano, a Bienal focaliza os autores do país europeu como principal atração. David Foenkinos, Dominique Wolton, Evgen Bavcar, Gilles Lapouge, Hafid Aggoune, Jean Christophe Rufin, Lolita Pille, Marie Darrieussecq, Marc Levy, Martin Page, Michel Butor, Mireille Guiliano, Sébastien Lapaque, Serge Patient, Stéphane Heuet e Tony Cartano vêm ao Brasil para lançar seus mais novos trabalhos e também para dividir suas experiências com os leitores.
O mais cortejado, no entanto, parece ser o norte-americano Tom Wolfe, conhecido por dar tratamento literário a suas reportagens. Ele falará na conferência de abertura da feira.
Também participarão do evento o norueguês Lars Saabye Christensen, o australiano DBC Pierre (Peter Finlay), o irlandês Colm Tóibin, o espanhol José Ovejero, o angolano José Eduardo Agualusa, o inglês Oliver Sacks e a portuguesa Dulce Maria Cardoso, todos indicados ou vencedores de importantes prêmios da literatura mundial como o Booker Prize, entre outros.
A feira brasileira de livros não é feita somente para o público. Os profissionais do mercado também terão reuniões importantes para o favorecimento da literatura nacional.
Com o intuito de estimular o intercâmbio de livros e idéias entre brasileiros e franceses, será organizado um encontro de profissionais nos dias 12, 13 e 14 de maio, dentro da Bienal, que reunirá autoridades governamentais e editores de ambos os países para falar das experiências, das políticas de regulamentação e subsídios públicos, de direitos autorais, literatura infanto-juvenil, internet e globalização.
São quase 2.000 lançamentos nacionais e internacionais. Deles, a maioria já está nas livrarias do país. A feira permite aos editores promover as publicações, seus autores e coleções completas. Há também a oportunidade de obter descontos e facilidades no pagamento.
Na última edição da Bienal, em 2003, 600 mil pessoas compareceram ao evento.
A programação completa da Bienal do Livro do Rio de Janeiro está no site www.bienaldolivro.com.br. Os ingressos custam R$ 10.
Escritores franceses são a atração da Bienal do Livro
Quinta, 12 de Maio de 2005 às 11:57, por: CdB