Ao comentar na quarta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criar a comissão parlamentar de inquérito (CPI) dos Bingos, para investigar o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, o presidente do Senado, Renan Calheiros, informou que deu aos líderes partidários um prazo até as 18h desta quinta-feira, para que indiquem os integrantes da CPI. Caso contrário, ele mesmo indicará.
- Decisão da Suprema Corte não se discute. Só podemos devolver a credibilidade ao Congresso Nacional aumentando o ritmo de funcionamento e investigando tudo - declarou o presidente do Senado, reiterando que pretende instalar todas as CPIs cujos requerimentos tiverem assinaturas suficientes, prazo para investigar e fato determinado.
O líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), afirmou que o governo indicará os integrantes da CPI dos Bingos. A CPI dos Bingos não havia diso instalada antes, porque nem os líderes dos partidos da base governista e nem o então presidente do Senado, José Sarney, indicaram os representantes para integrá-la, já que o Regimento Interno do Senado não torna isso obrigatório.
Parlamentares entraram com mandados de segurança pedindo que, diante da omissão do regimento, o Senado seguisse o Regimento da Câmara, argumento apoiado pelo STF por nove votos a um.
Em fevereiro do ano passado, Waldomiro foi flagrado negociando propina com um empresário do ramo de jogos, além de ser suspeito de desviar recursos da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) quando era seu presidente para usá-los em campanhas eleitorais do PT e de aliados.
A decisão do STF refere-se a cinco mandados de segurança impetrados pelos senadores Efraim Morais (PFL-PB), Jorge Bornhausen (PFL-SC), José Jorge (PFL-PE), José Agripino (PFL-RN), Demostenes Torres (PFL-GO), Jefferson Péres (PDT-AM) e Pedro Simon (PMDB-RS).