Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Escolas particulares do Rio prorrogam férias

O presidente do sindicato das escolas particulares do município do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ), Edgar Flexa Ribeiro, contrário ao adiamento da volta às aulas para o dia 10, endossou neste fim de semana a decisão do Colégio Sagrado Coração de Maria e das duas unidades da Escola Parque de aderir à recomendação da Secretaria Estadual de Saúde, já acatada por outras 18 instituições, inclusive o Colégio Militar.(Leia Mais)

Segunda, 03 de Agosto de 2009 às 07:13, por: CdB

O presidente do sindicato das escolas particulares do município do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ), Edgar Flexa Ribeiro, contrário ao adiamento da volta às aulas para o dia 10, endossou neste fim de semana a decisão do Colégio Sagrado Coração de Maria e das duas unidades da Escola Parque de aderir à recomendação da Secretaria Estadual de Saúde, já acatada por outras 18 instituições, inclusive o Colégio Militar.

– Minha posição pessoal é clara: é inócua a prorrogação das férias, porque as crianças não ficarão isoladas dentro de casa – disse Flexa Ribeiro.

– Mas qual colégio tem condições de assumir a responsabilidade de não cumprir uma recomendação das secretarias de Saúde e de Educação? – indagou.

O professor disse que esteve nesse domingo em um centro comercial da zona sul carioca e que tanto a praça da alimentação quanto as áreas de lazer estavam cheias de crianças, e todos são espaços fechados, motivo principal para a o adiamento do segundo semestre letivo.

– O pátio para patinação era um mar de crianças na Lagoa, como no recreio de uma escola, mas não sou eu quem vai dizer que as aulas devem começar amanhã – ele argumentou, lembrando que a responsabilidade da direção de uma escola vai além das condições mínimas para as aulas.

A título de ilustração, Flexa Ribeiro citou o caso da adolescente de 15 anos que morreu em pleno voo de Miami para São Paulo, na madrugada desse domingo, com suspeita de influenza A (H1N1) - gripe suína.

– Mesmo com o resultado do exame negativo nos Estados Unidos, a menina morreu no avião, a caminho de São Paulo. Imagine um aluno pedir para ir ao banheiro e não voltar, numa escola – comentou.

Na opinião do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ), o governo perdeu a batalha da comunicação no caso da guerra contra a gripe.

– O Temporão manteve o mesmo discurso, mas era preciso haver uma campanha forte, maciça, de esclarecimento à população, e esta batalha o governo perdeu – disse.

Ele lembrou que na época do apagão elétrico, “houve campanha intensa na televisão, com publicidade e sensibilização da opinião pública. Hoje as pessoas estão desinformadas sobre a gripe, os riscos, tudo”.

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