Rio de Janeiro, 10 de Janeiro de 2026

Escócia: surfista é resgatado após mais de 30 horas no mar

Um surfista que estava desaparecido foi encontrado a mais de 20 quilômetros de terra firme na costa da Escócia após passar mais de 30 horas na água, informou a guarda costeira britânica

Terça, 02 de Maio de 2017 às 10:24, por: CdB

Ele foi localizado na noite de segunda-feira, ainda com sua prancha de surfe, após ser avistado por um helicóptero de resgate, de acordo com a guarda costeira

Por Redação, com agências internacionais - de Londres/São Paulo:

Um surfista que estava desaparecido foi encontrado a mais de 20 quilômetros de terra firme na costa da Escócia após passar mais de 30 horas na água, informou a guarda costeira britânica.

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Matthew Bryce, de 22 anos, de Glasgow, foi declarado desaparecido após ir surfar na manhã de domingo

O homem, identificado pela BBC como Matthew Bryce, de 22 anos, de Glasgow, foi declarado desaparecido após ir surfar na manhã de domingo em uma praia nas redondezas de Campbeltown. Na costa oeste da Escócia, desencadeando uma grande operação de busca.

Ele foi localizado na noite de segunda-feira, ainda com sua prancha de surfe. Após ser avistado por um helicóptero de resgate. De acordo com a guarda costeira.

– A esperança de encontrar o surfista são e salvo após um período tão longo na água e com a aproximação do entardecer estava desaparecendo. Nós estávamos seriamente preocupados – disse Dawn Petrie, do Centro de Operações da Guarda Costeira de Belfast, na Irlanda do Norte, que coordenou a busca.

– Ele estava equipado com todas as peças de roupa corretas. Incluindo um traje grosso de neoprene e isso deve ter o ajudado a sobreviver por tanto tempo no mar. Ele está hipotérmico, mas consciente e foi enviado para um hospital em Belfast.

Mundiais Paralímpicos

Atletas do País quebraram recordes mundiais e conquistaram índices para os Mundiais no Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação. Que terminou no mês passado. O campeonato ocorreu no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Maior legado dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e reuniu 316 atletas, de oito países, durante os três dias de competição.

Ao todo, 27 atletas brasileiros (14 do atletismo e 13 da natação) conquistaram índices para os dois Mundiais. O de Atletismo, que será disputado em julho, em Londres, e o de Natação, em outubro, na Cidade do México.

Dois representantes do atletismo se destacaram, já que estabeleceram novos recordes mundiais. O paulista Alessandro Rodrigo quebrou o recorde mundial do lançamento de disco F11 (para cegos totais). O atual campeão paralímpico da prova registrou o lançamento de 44,66m. Derrubou uma marca que perdurava desde 1998, do espanhol Alfonso Lopes-Fidalgo (44,44m). Alessandro ficou cego após a manifestação de uma toxoplasmose, em 2009.

Além dele, o também paulista Thiago Paulino bateu, no dia 21 de abril. O recorde mundial do lançamento de disco, classe F57. O paulista foi a estrela da abertura do Open Internacional ao registrar a marca de 48,04m. Melhor do que o antigo recorde, que pertencia a ele próprio, de 47,68m. 

Balanço

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, comemorou o sucesso do evento em São Paulo. “O balanço que fazemos do Open Internacional é muito positivo. Já que os atletas têm até junho (atletismo) e agosto (natação) para fazerem os índices e mais da metade conseguiu a classificação neste evento. Ainda em abril. Isso mostra a importância do Open realizado no Brasil. Nossa estratégia de subir o nível dos índices agora demonstra estar correta”, declarou.

No atletismo, os índices classificatórios tiveram como base as melhores performances de 2016 – ano dos Jogos do Rio. Mesmo assim, 14 atletas obtiveram a marca A e asseguraram presença no Mundial de Londres, que ocorrerá entre os dias 14 e 23 de julho.

Nas piscinas

Na natação, a quantidade de índices alcançados no Open surpreendeu a comissão técnica. As 13 marcas deixaram o técnico-chefe da Seleção, Leonardo Tomasello, animado para a formação do grupo para o Mundial. “Foi surpreendente por ser a primeira competição que vale índice e estamos em abril ainda. Muitos deles ainda estão fazendo programas para as nacionais e já saiu esse número grande de índices e com os tempos muito bons. Então foi bem animador”, avaliou Tomasello.

Os nadadores ainda terão duas etapas nacionais (em junho e em agosto), além das competições internacionais chanceladas pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) que os atletas participarem. E com o prazo mais tranquilo que o do atletismo, Tomasello acredita que muita gente ainda pode aparecer na lista de nadadores com índice.

– Temos a referência de 17 atletas que já fizeram tempo abaixo dos índices e que só precisam confirmar neste ano. Destes, 10 já fizeram e os outros três nadaram abaixo pela primeira vez. Então, acho que podemos levar de 20 a 22 atletas com índice para o Mundial – explicou o técnico-chefe.

As etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa devem definir a lista de convocados das duas modalidades para os Mundiais. No atletismo, os competidores terão até a primeira fase da competição, de 2 a 4 de junho, em São Paulo, para confirmar as marcas estabelecidas pelo CPB. Já os nadadores ainda terão a segunda fase, de 3 a 5 de agosto, para obter o índice mínimo.

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