Rio de Janeiro, 18 de Fevereiro de 2026

Escândalos forçam Dualib a renunciar à presidência do Corinthians

Licenciado da presidência do Corinthians desde agosto, Alberto Dualib renunciou nesta sexta-feira ao cargo que ocupava desde 1993. O dirigente sofria forte pressão da diretoria e da opinião pública para deixar o cargo.(Leia Mais)

Sexta, 21 de Setembro de 2007 às 12:01, por: CdB

Licenciado da presidência do Corinthians desde agosto, Alberto Dualib renunciou nesta sexta-feira ao cargo que ocupava desde 1993. O dirigente sofria forte pressão da diretoria e da opinião pública para deixar o cargo. Caso não renunciasse, corria o risco de ser deposto devido às irregularidades de sua gestão, o que colocaria em risco a condição de conselheiro vitalício.

O dirigente é suspeito de ter se beneficiado da emissão de notas frias por empresas que supostamente prestaram serviços ao clube. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual e pelo Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic).

Segundo o Ministério Público, o Corinthians foi lesado em R$ 436 mil. O promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro previu que o rombo possa ultrapassar a R$ 1,5 milhão. A dívida corintiana é de R$ 74 milhões, segundo levantamento preliminar da diretoria financeira, mas pode chegar a R$ 100 milhões.

Dualib também é réu em processo na Justiça Federal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na parceria do clube com a MSI. Grampos telefônicos revelaram conversas de atletas negociando para receber dinheiro fora do país e atestam a tentativa de trazer o magnata Boris Berezovski, acusado na Rússia de lavagem de dinheiro e até de assassinato, ao Brasil usando influência do presidente da República.

Berezovski, de acordo com as conversas, era realmente o principal investidor da MSI, ao contrário do que diziam dirigentes corintianos e Kia Joorabchian, que segundo os grampos era um "laranja" do russo.

Os detalhes da ação da PF, batizada como operação Perestroika, ainda revelam os cartolas corintianos negociando o pagamento de R$ 150 mil a um fiscal da Receita Federal para não autuar o clube.

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