Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush disse nesta quarta-feira que ficou "consternado e enojado" com o que fez o deputado republicano Mark Foley, que enviou mensagens eletrônicas de conteúdo sexual para adolescentes bolsistas que trabalhavam na Câmara dos Representantes do Congresso americano. O presidente americano disse que ficou decepcionado porque Foley "violou a confiança de cidadãos que o colocaram" no Congresso.
Bush expressou seu apoio ao presidente da Câmara de Representantes, o republicano Dennis Hastert, acusado de não ter agido quando foi informado inicialmente sobre as mensagens, e endossou seu pedido de abertura de inquérito.
Renúncia
O presidente da Câmara negou ter tido conhecimento dos e-mails antes que viessem a público. A líder dos democratas na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, disse que os líderes republicanos "admitiram conhecimento sobre o comportamento repugnante de Foley por seis meses a um ano, e fracassaram na proteção a crianças sob seus cuidados". O jornal conservador americano Washington Times também pediu a renúncia de Hastert.
Foley, representante de um distrito no sul da Flórida, fazia parte de uma comissão parlamentar contra a exploração sexual de crianças. Ele renunciou na sexta-feira quando os e-mails se tornaram públicos, pedindo desculpas por seu comportamento. Seu advogado, David Roth, afirma que o congressista internou-se em uma clínica para o tratamento de alcoolismo.
Segundo Roth, Foley foi molestado sexualmente quando criança, e admitiu ser homossexual. O congressista, de acordo com seu representante, disse jamais ter tido contato sexual com um menor.
Segundo o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, a polêmica sobre se as ações de Foley foram ou não acobertadas por lideranças republicanas está dominando a política americana em antecipação às eleições para o Congresso a serem realizadas no mês que vem.