Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Escândalo leva primeiro-ministro a pedir regulação da mídia

Sexta, 08 de Julho de 2011 às 06:46, por: CdB

O escândalo das escutas telefônicas ilegais feitas pelo tablóide News of the World - do magnata de mídia Rupert Murdoch - que pode ter atingido até 4 mil pessoas na Grã-Bretanha, levou o primeiro-ministro britânico David Cameron a propor uma nova regulação da mídia para o seu país.

Cameron coloca, assim, na agenda política britânica uma questão que precisa, pode e deve figurar também na pauta brasileira: a elaboração de um marco regulatório para a nossa conservadora mídia que também desrespeita regras e normas elementares - algumas destas até no texto da Constituição - como as leis que estabelecem sigilo e segredo de justiça para determinados processos, o direito de resposta, e a exigência do respeito à imagem, à presunção da inocência e à garantias individuais sagradas.

"Necessitamos de um novo sistema, de uma modificação completa, porque o atual não está funcionando", propôs Cameron em uma entrevista coletiva no nº 10 de Downing Street, a sede do governo britânico. Em sua opinião, a chamada Comissão de Questões sobre a Imprensa, que acompanha e supervisiona a ética jornalística nopaís falhou nesse caso provocado pelo jornal de Murdoch.

O primeiro-ministro britânico classificou como "vergonhoso" o escândalo desencadeado pelo News of the World e defendeu uma investigação pública (dos fatos) "profunda e tão rápida quanto for possível".

Ele anunciou que uma apuração, encabeçada por um juiz, vai apurar os fatos tão logo se concluam as investigações policiais. "Queremos realmente saber o que se passou e como se permitiu que isso ocorresse", observou o mandatário inglês.




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