Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Escândalo abala candidato direitista na Colômbia

A divulgação de um vídeo de denúncia contra Oscar Iván Zuluaga, candidato de direita, que segundo as pesquisas de intenção de voto, disputará palmo a palmo nas urnas com o atual presidente Juan Manuel Santos dentro de uma semana, terminou a campanha pelas eleições presidenciais da Colômbia neste domingo em clima quente.

Segunda, 19 de Maio de 2014 às 09:26, por: CdB
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O vídeo no qual Zuluaga fala com um hacker, acusado de interceptar comunicações para sabotar o processo de paz
A divulgação de um vídeo de denúncia contra Oscar Iván Zuluaga, candidato de direita, que segundo as pesquisas de intenção de voto, disputará palmo a palmo nas urnas com o atual presidente Juan Manuel Santos dentro de uma semana, terminou a campanha pelas eleições presidenciais da Colômbia neste domingo em clima quente. O vídeo no qual Zuluaga fala com um hacker, acusado de interceptar comunicações para sabotar o processo de paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), marcou o fim da jornada da campanha presidencial. Zuluaga, em uma declaração, saiu em defesa de sua integridade; enquanto isso, Santos insistiu que os ataques à negociação de paz com a guerrilha não o desviarão de seu caminho para pôr fim ao conflito que já dura cinco décadas. Outros candidatos com menos possibilidade de ganhar condenaram o escândalo, e Enrique Peñalosa, candidato da Aliança Verde, pediu a renúncia de Zuluaga, na última intenção de ganhar espaço dentro de uma campanha movida mais por escândalos do que pelas propostas e debates políticos. O vídeo, publicado pela revista Semana em sua página na Internet, mostra o hacker acusado, Andrés Sepúlveda, atualmente preso, dizendo a Zuluaga que tinha acesso a informações militares confidenciais. - Esse vídeo vazado à revista Semana faz parte de uma vulgar montagem que foi preparada para manchar nossa campanha - disse Zuluaga a jornalistas. “A montagem é uma farsa e não por acaso foi publicada quando ganho pontos nas pesquisas e o presidente candidato cai”, acrescentou. Zuluaga, impulsionado pelo apoio do ex-presidente Álvaro Uribe, por seu discurso linha-dura contra a guerrilha, pelas críticas ao processo de paz e por uma agressiva campanha de publicidade, ganhou terreno nas pesquisas de intenção de voto. O candidato de direita reconheceu depois da prisão do hacker que ele havia prestado serviços no gerenciamento de redes sociais de sua campanha e que em uma ocasião se reunira brevemente com ele para cumprimentá-lo, mas negou qualquer relação com suas supostas atividades ilícitas de espionagem. Santos chega fortalecido à eleição por um acordo sobre drogas alcançado na sexta-feira com as Farc na negociação para acabar com um conflito que já deixou mais de 200 mil mortos, e também pela decisão das Farc e do grupo guerrilheiro Exército da Liberação Nacional (ELN) de declarar uma trégua. Santos tratou indiretamente sobre o tema do vídeo. “Tenham a segurança de que esses ataques, esses métodos distorcidos não vão me desviar do objetivo de que a Colômbia quer a busca da paz”, afirmou o mandatário em uma solenidade de campanha. Quase 33 milhões de colombianos estão habilitados para ir às urnas no próximo domingo. As pesquisas indicam empate técnico entre Santos e Zuluaga, que teriam que se enfrentar em um segundo turno em 15 de junho caso nenhum deles consiga mais de 50 por cento dos votos na primeira etapa.
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