Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Escambos para o filme brasileiro

Escambos para o filme brasileiro

Sexta, 12 de Março de 2004 às 06:41, por: CdB

Com a globalização e os diversos acordos econômicos entre países e blocos, tem-se a impressão de que, pelo menos, vai haver um intercâmbio cultural cada vez mais latente. Tendo como exemplo a política cultural norte-americana, o plano fica apenas no "tem-se a impressão" mesmo. No cinema a coisa sempre foi meio capenga. Atualmente o Brasil passa por momentos importantes na disseminação do seu cinema pelo resto do globo. O Instituto Nacional do Cinema e Artes Audiovisuais, INCAA, órgão argentino, acaba de fechar com a Ancine a Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais. A proposta vem a ser a união da indústria cinematográfica dos países do mercosul. Com isso, as cinematografias desses países vão poder ter uma boa circulação e o tal intercâmbio cultural (praticamente inexistente no campo cinematográfico) deixa de ser impressão e se torna algo concreto. Pouco se sabe sobre o cinema boliviano ou paraguaio por aqui.
 
Mas as possibilidades de expansão vão além do território latino-americano. O Minc está em vias de estabelecer um Acordo de Cooperação Audiovisual Brasil-Austrália. Uma comitiva do ministério está na Austrália acordando com órgãos cinematográficos do país uma possível parceria e o início de uma indústria brasileira-australiana.     
 
Ainda: está no site do Minc: um "escambo audivisual". Traduzindo: um acordo entre Brasil e Cuba, no qual, Cuba envia cinco filmes para o Brasil e o Brasil envia cinco filmes para Cuba. Orlando Senna, secretário do Audiovisual, explica:

- Pela nossa proposta, o produtor brasileiro não receberia nada pela exibição de seu filme lá fora, mas em compensação seria dono dos direitos de exibição de um filme cubano aqui e poderia explorar essa exibição.
 
Países como Equador e Colômbia já mostraram interesse em fazer o mesmo "escambo".

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