Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Erundina vê amplo desgaste na política de alianças em curso no país

Domingo, 05 de Janeiro de 2014 às 13:49, por: CdB
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A deputada Luiza Erundina defende a reforma política no Brasil
Lançada pela ex-senadora Marina Silva como o nome indicado ao governo de São Paulo pela legenda do PSB para atrapalhar o acordo entre o governador de Pernambuco e presidenciável socialista, Eduardo Campos, na campanha do tucano Geraldo Alckmin à reeleição, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) está a postos para assumir a possível candidatura. Em entrevista ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, publicada neste domingo, Erundina se diz contra a estratégia desenhada pelo partido: – A certeza que tenho é que não há coerência política a ponto de se conseguir dar unidade a alianças que podem ser reproduzidas no resto do país. Erundina não chegou a criticar Eduardo Campos e diz que a culpa é da “lógica eleitoral que se superpõe a tudo”. Segundo afirmou, Marina Silva pode ajudar a construir uma nova agremiação partidária e vê a coligação entre o partido e o grupo político de Marina como "salutar". – É a construção coletiva de um processo novo e vamos acumular para, se não for nessa eleição, introduzir algo novo num futuro que espero ser próximo – afirmou. Quanto ao panorama político paulista, Erundina apoia a ideia de uma candidatura própria junto com a Rede, na construção de uma nova força política para quebrar a polarização histórica entre PT e PSDB. – Essa história de palanque duplo, palanque triplo, é um absurdo, é contribuir para esse quadro político caótico – critica. Questionada sobre sua intenção de se candidatar, ela diz que se trata de um processo complexo: – Não podemos colocar as coisas nesses termos, para não quebrar a unidade PSB-Rede. Leia, a seguir, a entrevista publicada neste domingo: - Em que medida a entrada do PSDB no governo de Eduardo Campos altera o acordo entre PSB e Rede? - Cada caso é fruto do sistema político exaurido, esgotado em responder às demandas da sociedade. Mantemos regras, normas e sistemas partidários e eleitorais defasados, sem identidade, e isso explica esse caos que existe nas políticas de alianças locais. A certeza que tenho é que não há coerência política a ponto de se conseguir dar unidade a alianças que podem ser reproduzidas no resto do país. PSDB e PSB acordaram possíveis alianças em Pernambuco, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul e São Paulo. Qual é o limite para esses acordos acontecerem? Isso já está dado. O processo já andou tanto, as conversas já se deram com tanta frequência e não passaram pelas direções partidárias. Marina Silva insiste em encaminhar as coisas de outra forma, mas é uma tentativa muito recente. A junção entre PSB e Rede é salutar, é a construção coletiva de um processo novo e vamos acumular para, se não for nessa eleição, introduzir algo novo num futuro que espero ser próximo. O presidente estadual do PSB-SP, Márcio França, articula há meses um acordo para ser vice na chapa de Geraldo Alckmin. Mas interlocutores dizem que Marina e Campos conversaram e que essa possibilidade agora "tende a zero". A partir da aliança PSB-Rede esse quadro se encontra mais complicado. – É mais importante o PSB ter um candidato próprio ou se aliar ao PSDB de Alckmin? – Defendo candidatura própria junto com a Rede para construir uma nova força política e quebrar a polarização PT-PSDB, que é artificial, já que os dois partidos têm muita identidade do ponto de vista de alianças e propostas políticas. Precisamos introduzir novos elementos para renovar a política brasileira. Essa história de palanque duplo, palanque triplo é um absurdo, é contribuir para esse quadro político caótico. – A senhora está disposta a ser candidata ao governo de SP? – É um processo complexo, e não podemos colocar as coisas nesses termos, para não quebrar a unidade PSB-Rede. – As posturas(sic) de Marina e Campos frente à política de alianças não são contraditórias? – Não. Há uma intenção de Campos em contribuir para que as coisas se deem de maneira diferente, mas a lógica eleitoral se superpõe a tudo. Somos vítimas dessa lógica.
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