A praia de Copacabana se transformou em um formigueiro humano, neste sábado, durante a JMJ
Apesar dos transtornos causados pela mudança de local da vigília e da missa campal com o papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de Guaratiba para Copacabana, a peregrinação dos fiéis ocorreu neste sábado, em linha com o que prometeram as autoridades do Rio de Janeiro. Mas o percurso foi de pouco mais de 9 quilômetros, entre a Central do Brasil, na avenida Presidente Vargas (Centro), e a praia Copacabana (Zona Sul). O trajeto ficou menor do que o previsto para Guaratiba, que era de 13 quilômetros.
– Voltar para o circuito tradicional turístico do Rio de Janeiro (em Copacabana), para uns pode parecer maldade (ficar em vigília, no relento e sem direito a barraca de dormir), mas para os peregrinos é uma profissão de fé – justifica o prefeito Eduardo Paes.
As chuvas transformaram o local, na região de Guaratiba, em um pântano.
– O que fizeram foi jogar o nome do Rio de Janeiro na lama, tamanha falta de organização por parte do poder público e dos organizadores contratados para a realização de um megaevento como este – disse um morador do Rio, que recebeu seis peregrinos em sua residência, na Zona Oeste da cidade.
A vigília na praia de Copacabana, realizada com o apoio da Igreja Católica, aconteceu durante a madrugada deste sábado, embora com "menos conforto" para os peregrinos, como admitira, na véspera, o prefeito da Cidade. O Rio esperava, com a visita do papa Francisco, consolidar sua imagem de pólo receptor de eventos, em nível mundial, mas o número de erros cometidos pela atual administração depõe contra o objetivo.
– Em Guaratiba, era um terreno loteado, com tantos banheiros por lote, água por lote, tudo milimetricamente calculado... não vamos ter isso em Copacabana e, por isso, em termos de conforto há essa diferença – admite o prefeito.
O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, reconheceu que a estrutura seria ainda mais precária em Copacabana.
– A ocupação vai ser por ordem de chegada, e não por lote, não teremos os mesmos banheiros e isso gerará desconforto – disse à agência inglesa de notícias Reuters, que distribui a informação por todos os cinco continentes.
O Campus Fidei é uma área de 1,362 milhão de metros quadrados, de um investidor privado, onde foi montada a estrutura que receberia os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, incluindo lanchonetes, banheiros, torre de vigilância e bebedouros. A preparação começou em 2011, logo após a confirmação de que o Rio sediaria o evento, mas às vésperas do encontro, a infraestrutura não resistiu às chuvas moderadas que ocorreram na região, obrigando os organizadores a remanejar o público de perto de 1,5 milhão de pessoas para Copacabana.
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