O ministro da Defesa, José Viegas, conseguiu o que parecia impossível. Em reunião com o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), conversou sobre um "erro formal" na Proposta de Emenda à Constituição 40/03, que trata da Reforma da Previdência enviada pelo Governo ao Congresso. Segundo o ministro, os militares e seus pensionistas foram incluídos na reforma (artigo 142, inciso 9º) por engano - acredite se quiser! -, uma vez que o Governo está tratando da Previdência deles em lei específica. Greenhalgh constatou que foi erro formal, de datilografia - como se ainda existisse datilografia, a menos que a reforma tenha sido escrita na máquina do Carlos Heitor Cony -, e sugeriu ao relator da matéria na CCJR, deputado Maurício Rands (PT-PE), que fizessem uma emenda supressiva. O presidente aproveitou a visita de Viegas para pedir, então, que o projeto sobre a Previdência dos militares fosse enviado o mais rápido possível à Câmara, para que possa tramitar junto com a Reforma. O problema é outro: quando a cúpula da tropa descobriu que oficiais generais, que hoje ganham entre R$ 8 mil e R$ 10 mil, iriam para a reserva com R$ 2,4 mil, com efeito cascata sobre as demais patentes, a coisa ficou preta e começou a haver um cheio de pólvora no ar. EM ZIMBÁBUE A Igreja Universal do Reino de Deus acaba de inaugurar uma megacatedral no Zimbábue. Fica situada no coração de Harare, capital dessa montanhosa nação do Sudeste da África. O país, que tem 13% do território destinados a reservas de animais selvagens, guarda outra peculiaridade: embora representem 2% da população, os brancos concentram a riqueza nacional. GUERRA O secretário de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, tem razão. O Estado do Rio vive uma guerra que não vai acabar, enquanto as Forças Armadas estão preparadas para uma que nunca vai acontecer. ADOÇOU O presidente da Unicafé, maior exportadora nacional, Jair Coser, atribuiu a euforia existente no setor ao fato de o Brasil vender, este ano, menos café e ganhar mais. Em 2002, exportou 28 milhões de sacas por US$ 1,4 bilhão. Este ano, as exportações chegarão a 25,5 milhões de sacas, com receita superior a US$ 1,6 bilhão. BATISMO Nos bastidores do setor de energia há gente especulando que a poderosa ministra Dilma Roussef estaria levando o engenheiro Luiz Alfredo Salomão em banho-maria, postergando a sua posse como diretor da Agência Nacional de Petróleo. Motivo: egresso do PDT e do PSB, Salomão não seria o que os companheiros chamam de "petista histórico" e a ministra acha que ele andou se precipitando ao marcar uma festa de posse. À MÃO DESARMADA Sem aviso prévio, a Net aumentou a mensalidade de R$ 89,83 para R$ 109,89. Quando houve o aumento do dólar, a empresa explicou que o megareajuste feito na época fora de trabalhar com filmes importados. Agora, que o real valorizou, o assinante não foi compensado. MALUCO BELEZA O senador Roberto Saturnino (PT-RJ) ganhou um apelido dos seus colegas. Vem sendo chamado de "maluquinho". A pecha deve-se ao fato de ele não ter cumprido compromisso formal de dar metade do mandato para o suplente, ter defendido a bomba atômica e apoiado o regime do ditador cubano Fidel Castro. COBRIR O QUÊ? O vereador Paulo Cerri (PFL) tem reclamado, em plenário, que a Assessoria de Comunicação Social da Câmara não dá a devida cobertura a ele e aos colegas. MEU PAPAI O titular desta coluna recebeu do vereador Carlos Bolsonaro o seguinte e-mail: "Agradeço por divulgar, no dia 4 último, o trabalho de atendimento aos eleitores feito pelo meu pai, o deputado federal Jair Bolsonaro, no meu gabinete, às sextas-feiras, de 9 às 17 horas. Gostaria que divulgasse que o meu pai também atende às segundas, na Alerj, no mesmo horário, no gabinete 311, do meu irmão, o deputado estadual Flávio Bolsonaro". Inconfidências >> Com parecer favorável das comissões técnicas da Câmara, está pronto para ir a plenário projet
Erro formal
O ministro da Defesa, José Viegas, conseguiu o que parecia impossível. Em reunião com o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), conversou sobre um "erro formal" na Proposta de Emenda à Constituição 40/03, que trata da Reforma da Previdência enviada pelo Governo ao Congresso. (Leia Mais)
Segunda, 09 de Junho de 2003 às 07:39, por: CdB