A erradicação do trabalho infantil no país depende de uma parceria entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, com o apoio do Ministério Público e a adesão da sociedade civil organizada e de entidades que atuam na defesa dos direitos da criança e do adolescente. A avaliação é do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto. Em entrevista, ele disse que o objetivo dessa ampla frente é somar os esforços e as iniciativas, de modo que o trabalho seja desenvolvido de maneira racional e coordenada. - De fato, esse problema é muito sério, e merece que se faça um trabalho dessa natureza - defendeu o ministro. Para o presidente do TST, esta data, 12 de junho, instituída pela Organização Internacional do Trabalho como Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, deve ser vista, no Brasil, como um dia de mobilização e alerta em relação ao problema. No País, são 2,2 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos que já trabalham, segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2001. A pesquisa revela que na faixa de 5 a 17 anos esse número sobe para 5,5 milhões.
Erradicação do trabalho infantil depende da sociedade, diz ministro
Quinta, 12 de Junho de 2003 às 12:33, por: CdB