Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Equipes de resgate esperam identificar outras possíveis vítimas de acidente

Quarta, 22 de Julho de 2009 às 09:57, por: CdB

O barco Karolina do Norte, que tombou no igarapé Educandos, no Rio Negro, na tarde de terça-feira, será transportado ainda nesta quarta do local do acidente para uma das margens do rio. Um guindaste será usado para desvirar o barco. Ontem mesmo a Marinha abriu inquérito administrativo para apurar as causas do acidente e identificar possíveis responsáveis. O resultado do processo deve sair em até 90 dias.

Nesta quarta-feira, a área próxima ao local do acidente voltou a ser vasculhada. As equipes de resgate esperam concluir os trabalhos de identificação de outras possíveis vítimas assim que o barco estiver na posição normal.

Quatro pessoas ainda estão desaparecidas, segundo a Defesa Civil de Manaus. Elas são de outros estados e até o momento nenhum parente reclamou sua ausência. Maria de Oliveira Moreira, com cerca de 50 anos e a filha, Maria Rubinete de Oliveira Moreira, de 30 anos, além de duas crianças - Samira, de 4 anos e Marcleam, de 6 anos - estão na relação da Defesa Civil de pessoas ainda não localizadas. As informações foram fornecidas por uma sobrinha de Maria Oliveira, identificada pela Defesa Civil como Janice.

A Defesa Civil de Manaus cadastrou 123 sobreviventes, registrou duas mortes e encaminhou nove pessoas de outros estados para um abrigo da prefeitura. Carros da administração municipal transportaram os sobreviventes para casas de amigos e parentes. No início desta tarde começam a ser entregues as malas e objetos pessoais recolhidos pelos bombeiros.

O barco Karolina do Norte saiu do porto da Manaus Moderna, no centro da capital amazonense, ontem por volta das 14h - horário de Brasília. De acordo com a Marinha, 185 pessoas estavam a bordo e tinham como destino a cidade de Santarém, no Pará. Por causa de um problema mecânico, o comandante do barco autorizou a parada, mas os passageiros permaneceram a bordo. A embarcação virou quando era rebocada para manutenção.

Na avaliação do comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Antônio Dias, não foi descartada a possibilidade de pessoas presas entre o barco e fundo do rio, já que o acidente aconteceu em uma parte rasa. Não havia problemas com o registro da embarcação. Entre as duas mortes confirmadas está a de uma menina de apenas 10 anos.

– O grande problema ocorreu quando o barco foi puxado para uma carreira [espécie de rampa que conduz embarcações para terra firme] para sofrer manutenção sem retirar as pessoas. Na verdade não houve um naufrágio e sim um tombamento da embarcação num momento de desequilíbrio – explicou Dias.

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