Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Equipe econômica combate queda do dólar com política industrial

Devolução de impostos e financiamento a exportadores, desoneração de folha de pagamento para setores intensivos em mão de obra e política tributária especial para montadoras são alguns dos itens da nova política industrial anunciada pelo governo federal nesta terça-feira.

Terça, 02 de Agosto de 2011 às 09:30, por: CdB
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Devolução de impostos e financiamento a exportadores, desoneração de folha de pagamento para setores intensivos em mão de obra e política tributária especial para montadoras são alguns dos itens da nova política industrial anunciada pelo governo federal nesta terça-feira. O plano, batizado de Brasil Maior, tem entre os objetivos elevar a taxa de investimento sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de 18,4% em 2010 para 22,4% até 2014, e reduzir o déficit de manufaturados na balança comercial de 2,4% para 1,3% do PIB. "Frente a um cenário internacional ainda marcado pela incerteza, é preciso atravessar fronteiras e enfrentar a competição nos mercados globais, conquistar liderança tecnológica em setores estratégicos; internacionalizar as nossas empresas e (...) enraizar aqui as estrangeiras", diz trecho da apresentação do programa na página do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na Internet. O plano chega num momento em que vários países tentam enfraquecer suas moedas para ganhar competitividade no mercado global, diante de uma economia enfraquecida. Com o real entre as moedas mais valorizadas do mundo, o setor empresarial tem pressionado para que o governo tome medidas. Nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou queda de 1,6% da produção industrial em junho, bem abaixo da previsão de baixa de 0,2% de analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters. Além disso, na segunda, o governo divulgou queda de quase 30 por cento do superávit comercial em julho em relação ao mês anterior. "É preciso fortalecer as cadeias produtivas e proteger a indústria nacional de práticas comerciais ilícitas", adiciona a apresentação do plano, detalhado pela presidente Dilma Rousseff em cerimônia realizada nesta capital. O projeto inclui a prorrogação, até 2012, do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) criado em 2008, durante a crise financeira internacional, com recursos de R$ 75 bilhões. O programa implica na concessão de financiamentos pelo BNDES para determinados setores. A desoneração da folha de pagamento, que também vinha sendo pleiteada por empresários, vai beneficiar segmentos que usam mais mão de obra, como as indústrias calçadista, moveleira e de software. Já as montadoras de veículos terão um regime tributário especial. Outro ponto importante da política industrial é o incentivo à produção nacional em vários segmentos econômicos, com a institução de um margem de preferência de até 25% nos processos de licitação para produtos manufaturados e serviços.
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