Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Equador vive dias de revolta nas ruas da capital

Presidente do Equador, Alfredo Palacio disse que os protestos que vêm sendo realizados há três dias por grupos indígenas têm o objetivo de criar caos e levar à derrubada de seu governo. A revolta é contra o tratado de livre comércio que o país assinou com os EUA. (Leia Mais)

Quinta, 16 de Março de 2006 às 09:45, por: CdB

Presidente do Equador, Alfredo Palacio disse que os protestos que vêm sendo realizados há três dias por grupos indígenas têm o objetivo de criar caos e levar à derrubada de seu governo. Em pronunciamento na TV, Palacio - que assumiu o poder depois que Lucio Gutiérrez foi deposto no ano passado - fez um apelo para que os equatorianos "protejam a democracia".

O presidente deu a impressão de rejeitar o pedido dos manifestantes para que o país interrompa negociações sobre um acordo de livre comércio com os Estados Unidos. Grupos indígenas dizem que o acordo com os Estados Unidos irá afetar a maneira como eles garantem o próprio sustento e estão exigindo que o assunto seja decidido em referendo.

Eles bloquearam estradas importantes do país com pneus em chamas, pedras e troncos de árvores. Há relatos de que os bloqueios já tenham provocado uma queda no fornecimento de arroz à capital Quito e outras províncias.

Renúncia

Pelo menos seis pessoas foram presas e outras 14 ficaram levemente feridas em confrontos com as forças de segurança, segundo a polícia. Antes do pronunciamento de Palacio, o ministro do Interior do Equador, Alfredo Castillo, havia renunciado alegando razões pessoais, mas também devido ao modo como o governo lidou com a crise.

Castillo é o terceiro ministro do Interior a renunciar em apenas 11 meses. A atual crise em torno das negociações comerciais entre os dois países acontece depois de duas greves no setor petrolífero. As negociações para o acordo de livre comércio entrarão em sua fase final no dia 23 de março.

Colômbia e Peru já assinaram acordos semelhantes com os Estados Unidos.

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