Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Equador duvida se EUA apoiaram o ataque

O Equador quer saber se a ação contra o acampamento das Forças Revolucinárias da Colômbia (Farc) teve apoio logístico do governo dos Estados Unidos, por meio de sua base em Manta, no território equatoriano. Ministro da Justiça do Equador, Gustavo Jalkh, em Genebra, nesta quarta-feira, adiantou que Quito não renovará em 2009 o acordo que permite aos EUA o uso da base militar. O governo do Equador fez ainda uma crítica velada aos Estados Unidos e ao fato de a Casa Branca não ter condenado os ataques. (Leia Mais)

Quarta, 05 de Março de 2008 às 07:32, por: CdB

O Equador quer saber se a ação contra o acampamento das Forças Revolucinárias da Colômbia (Farc) teve apoio logístico do governo dos Estados Unidos, por meio de sua base em Manta, no território equatoriano.

- A embaixada norte-americana em Quito assegurou que não houve esse envolvimento - disse o ministro da Justiça do Equador, Gustavo Jalkh, em Genebra, nesta quarta-feira.

O ministro adiantou, porém, que Quito não renovará em 2009 o acordo que permite aos EUA o uso da base militar. O governo do Equador fez ainda uma crítica velada aos Estados Unidos e ao fato de a Casa Branca não ter condenado os ataques.

- Negar evidências não é o melhor caminho. Os fatos são graves e não podemos relativizar nada com argumentos como o do combate ao terrorismo - disse Jalkh.

O ministro nega que o acontecimento desta semana tenha tido algum impacto na decisão de não renovar o acordo com os norte-americanos.

- A decisão já tinha sido tomada - assegurou.

A base de Manta foi concedida aos EUA em 1999, depois de Washington ser obrigado a sair do Panamá. Por ano, cerca de 1,5 mil missões de vigilância e patrulha são realizadas a partir da base. Um total de 60% de todas as apreensões de drogas no Pacífico Leste ainda seriam realizadas com base em informação proporcionada pelos aviões que decolam da base militar. Com a decisão do Equador, a Colômbia já indicou que estaria disposta a oferecer uma de suas bases aos norte-americanos.

O governo da Colômbia vem tentando usar a alegação da luta contra o terrorismo como argumento para legitimar sua ação. Quito lembra que a mesma tática foi usada pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão.

- Mas nós não somos nem o Iraque, nem Cabul. Não estamos isolados e apenas em 2007 destruímos 47 acampamentos das Farc em nosso território. Nada justifica o que ocorreu - disse o ministro equatoriano.

Jalkh disse ainda que o Equador é um país que não quer a guerra.

- Mas que vai fazer de tudo para defender sua soberania. Um conflito ou não dependerá do outro país (a Colômbia) - afirmou.

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