Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2026

Enzima pode ajudar a tratar asma e alergia

A estrutura de uma enzima que tem papel importante no desencadeamento de episódios de asma e alergias, descoberto por dois projetos europeus, poderá abrir novos caminhos para o desenvolvimento de medicamentos mais efetivos contra essas doenças. A descoberta será publicada na revista Nature. (Leia Mais)

Segunda, 16 de Julho de 2007 às 12:53, por: CdB

A estrutura de uma enzima que tem papel importante no desencadeamento de episódios de asma e alergias, descoberto por dois projetos europeus, poderá abrir novos caminhos para o desenvolvimento de medicamentos mais efetivos contra essas doenças.
 
Em comunicado neste domingo, a Comissão Européia (CE) disse que a descoberta, que será publicada nesta semana na revista Nature, é resultado de dois projetos de pesquisa financiados com fundos da União Européia (UE).
 
A enzima, denominada LTC4-sintase, faz parte do complexo processo que leva à produção dos leucotrienos, que causam os sintomas alérgicos e a reação inflamatória que gera os ataques de asma. Alguns medicamentos existentes bloqueiam o efeito dessa enzima depois de episódios de alergia ou asma.
 
No entanto, a descoberta permitirá o desenvolvimento de novos tratamentos específicos para prevenir que a LTC-4 atue e evitar, assim, o começo de novos episódios alérgicos ou asmáticos.
 
A pesquisa conseguiu revelar a estrutura da LTC-4, o que permitirá a melhor compreensão de sua forma e de seus mecanismos de funcionamento, assim como o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

Os dois projetos são liderados por cientistas do Instituto Karolinska, em Estocolmo.

Tratamento inovador na Polônia
 
Um fisioterapeuta na Polônia está dando aulas para alunos asmáticos 130 metros embaixo da terra, na mina de sal ativa mais antiga do mundo que auxilia os tratamentos contra alergias e doenças respiratórias.
 
Na mina salina de Wieliczka localizada a 15 km de Cracóvia, no sul da Polônia, os doentes têm que controlar a sua respiração durante seis horas e meia com a supervisão de médicos e fisioteraputas.
 
Os elevados índices de umidade e cloreto de sódio nas galerias subterrâneas das jazidas favorecem também a regeneração das mucosas, acrescenta a especialista, ao afirmar que o tratamento é eficaz para 90% dos pacientes.

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