Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Enviado de Dalai Lama aos EUA apela para que tocha não passe pelo Tibet

Sexta, 04 de Abril de 2008 às 06:22, por: CdB

Um enviado do Dalai Lama aos Estados Unidos apelou, nesta sexta-feira, ao cancelamento da passagem da tocha olímpica pelo Tibet, que considerou uma provocação, em altura em que a China enfrenta protestos internacionais por causa da repressão às manifestações tibetanas.

- A idéia de fazer passar a chama olímpica pelo Tibet deveria ser cancelada, precisamente porque seria uma provocação deliberada, um grande insulto - disse Lodi Gyari, enviado do Dalai Lama, diante do congresso norte-americano, em Washington.

A tocha olímpica passará pelo Tibet em maio, para subir o monte Everest, e novamente em junho, de passagem por Lhasa, capital tibetana, palco em março dos maiores protestos desde 1989 contra o domínio chinês da região.

A China já respondeu aos comentários de Lodi Gyari, afirmando que o apelo do enviado tibetano é uma tentativa de boicotar os Jogos Olímpicos, que ocorrem entre 8 e 24 de agosto.

Ativistas

Ativistas do Sudão fizeram um apelo nesta quinta-feira para que líderes mundiais, como o presidente norte-americano George W. Bush, fiquem  fora da cerimêmia de abertura dos Jogos. Eles só deveriam participar, segundo o apelo, se o derramamento de sangue que vem ocorrendo na região de Darfur, no Sudão tiver um fim imediato.

- Não deveria ser permitido que Pequim se aqueça no brilho confortável da paz e da irmandade associado com a abertura dos jogos se a China ainda assina atrocidades em Darfur e ainda não fez o que deveria para trazer paz e segurança ao Sudão - afirmou o grupo Umbrella Group das organizações de Darfur em um comunicado de Washington.

- A chama é o mais alto símbolo do espírito olímpico, representa a paz, a amizade e o progresso. O fato do grupo do Dalai Lama pedir o cancelamento da maratona da tocha demonstra que, na realidade, eles querem sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim - afirmou aos jornalistas Zhu Jing, porta-voz da organização das Olimpíadas.

A China chama de "grupo do Dalai Lama" o governo tibetano no exílio, que diz que a repressão chinesa para acabar com os protestos de março deixou 140 mortos e cerca de mil feridos.

Pequim nega estes números e acusa os manifestantes tibetanos de terem assassinado 18 "vítimas inocentes" e dois policiais.

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