Enviado da ONU chega a Trípoli para discutir Líbia pós- Gaddafi
Um enviado especial da ONU desembarcou neste sábado em Trípoli, capital da Líbia, para discutir os esforços internacionais para a recuperação do país após a derrubada do regime liderado pelo coronel Muamar Gaddafi.
Um enviado especial da ONU desembarcou neste sábado em Trípoli, capital da Líbia, para discutir os esforços internacionais para a recuperação do país após a derrubada do regime liderado pelo coronel Muamar Gaddafi.
Ian Martin disse que discutirá como a ONU poderá ajudar o governo interino formado pelo Conselho Nacional de Transição (CNT).
O conselho anunciou que mudará sua sede de Benghazi, no leste do país, para Trípoli na semana que vem para se declarar como o novo governo da Líbia.
O CNT disse esperar reinstalar a democracia na Líbia nos próximos 20 meses e afirmou que sua prioridade no momento é reativar a economia do país.
No entanto, os combatentes do grupo ainda enfrentam pequenos focos de resistência pró- Gaddafi e ainda procuram pelo paradeiro do próprio ex-líder, que governou o país por 42 anos
'Desafio'
- Acredito que os futuros líderes da Líbia enfrentem um desafio muito grande. Eles já mostraram os caminhos pelos quais eles estão prontos a enfrentar esses desafios, e será o comprometimento das Nações Unidas assisti-los no que eles requisitarem - afirmou Martin ao desembarcar.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que é importante para a comunidade internacional "agir conjuntamente em um plano de ação efetivo e coordenado".
Segundo ele, o desafio mais imediato é humanitário. "Cerca de 860 mil pessoas deixaram o país desde fevereiro, incluindo muitos trabalhadores estrangeiros capacitados. Os serviços públicos estão sob grande pressão, incluindo hospitais e clínicas. Há uma grande escassez de água", listou.
Mas ele insistiu em afirmar que apesar da ajuda internacional, "o destino futuro da Líbia deve estar nas mãos do povo líbio".
O CNT afirmou neste sábado que espera reiniciar na próxima semana a produção de petróleo em dois campos. As novas autoridades líbias afirmaram esperar a retomada do nível de produção de antes da guerra civil, de 1,6 milhão de barris por dia, em até 15 meses.
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