O líder do Hamas, Khaled Meshaal, pediu aos Estados Unidos e à União Europeia que apoiem um acordo de reconciliação que pôs fim a disputa de quatro anos com o Fatah. Segundo ele, o acordo foi a escolha do povo palestino.
O líder do Hamas, Khaled Meshaal, pediu aos Estados Unidos e à União Europeia que apoiem um acordo de reconciliação que pôs fim a disputa de quatro anos com o Fatah. Segundo ele, o acordo foi a escolha do povo palestino. Meshaal disse à agência inglesa de notícias Reuters em uma entrevista que a questão do reconhecimento de Israel só poderia ocorrer após um Estado independente ser criado na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
– A posição internacional, especialmente dos europeus e americanos, ainda é incerta, mas esperamos que eles respeitem a nossa vontade e decisão. Esta é uma questão interna palestina que ninguém deveria atrasar ou impor condições – disse Meshaal.
Meshaal, que vive em Damasco, estava no Cairo para assistir a uma cerimônia organizada pelo Egito, que marca formalmente o fim de quatro anos de conflitos entre o Hamas e seu rival secular Fatah, cujo líder, o presidente palestino Mahmoud Abbas, é apoiado pelo Ocidente.
Israel condenou o acordo mediado pelo Egito por causa da inclusão do Hamas, que prega a destruição do Estado judeu, e como forma de protesto bloqueou a transferência de US$ 105 milhõesem direitos aduaneiros e outros impostos que recolhe em nome da Autoridade Palestiniana de Abbas.
– Estamos aguardando um posicionamento dos europeus e dos americanos que apoie a nossa posição e não interfira – disse Meshaal.
Israel se apoderou em 1967 da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, onde os palestinos querem um Estado, e se recusa a negociar com o Hamas, chamando-o de grupo terrorista. Meshaal disse que a comunidade internacional deve pressionar Israel para reconhecer os palestinos, e não o contrário.
– Israel precisa de pressão. É um ocupante que não vai sair por convicção ou por meio do diálogo – disse Meshaal.
Questionado se o Hamas está pronto para reconhecer Israel como parte de um acordo permanente de paz, Meshaal disse que o povo palestino deve primeiro ganhar seu próprio Estado.
– Primeiro permitam que o povo palestino viva livremente em suas terra ... estabeleça seu Estado independente ... e depois perguntem ao povo palestino, seus governos e seus líderes, sobre a posição a respeito de Israel – concluiu.
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