Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Entre santos e funkeiros

Sexta, 29 de Abril de 2005 às 09:37, por: CdB

As manifestações culturais das classes menos favorecidas tem se tornado a tônica da moda. A classe média também tem dedicado um bocado de produtos direcionados para o favela way of life. Enquadram-se nesse esquema o mega sucesso de Cidade de Deus (livro e filme) e seus desdobramentos na TV e na indústria fonográfica, e, obviamente, o funk. Esse gênero musical feito muitas vezes de improviso, tem ganhado bastante destaque no mundo. Por exemplo, o ícone DJ Marlboro ou a recente Tati Quebra Barraco são febre no mundo funkeiro e já se apresentaram no exterior, causando polêmica. Esse movimento pode ser melhor assimilado em Batidão - Uma história do funk, de Silvio Essinger (Editora Record).
 
O autor trata do movimento desde suas origens no Soul e nos bailes blacks nos anos 70, percorrendo por uma gama de artistas e MCs (abreviação de mestre de cerimônias, os cantores de funk/ hip hop). Com o livro, fica constatado: o funk atual (digamos, evoluído) é outro gênero cujo nome ainda não foi estipulado, mas que definitivamente não é funk. E que, se apropriando do gênero funk, foi uma aculturação que se transformou de tal maneira que se tornou algo exclusivamente brasileiro, arte nacional, mesmo.
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Saindo das páginas polêmicas de Batidão, a Editora Aleph está lançando O Santo Guerreiro, de Roberta Zugaib. O romance é baseado na vida de São Jorge. A autora chegou a ir à Grécia, local onde se originam histórias sobre São Jorge, motivada pelo ídolo. Zugaib também lançou Drácula - o homem por trás do mito.

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