Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Entrada da Ucrânia na Otan recebe apoio de Bush

Entrada do país na aliança militar ocidental sofre forte oposição da Rússia.

Terça, 01 de Abril de 2008 às 06:31, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, manifestou nesta terça-feira seu apoio à entrada da Ucrânia à Otan, durante visita ao país.

Bush disse que seu apoio não tem relação com os governos pró-ocidentes atuais das duas repúblicas, nem mesmo com a intenção de formar um escudo antimísseis dos EUA na Europa.

- Ajudar a Ucrânia a avançar para a adesão à Otan é do interesse de todos os membros da aliança e vai contribuir com a segurança e a liberdade nesta região e mundo afora - afirmou Bush.

Sentado ao lado do presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, Bush disse que os Estados Unidos apóiam a decisão corajosa tomada pela Ucrânia de pedir sua entrada no bloco militar ocidental.

O presidente norte-americano disse que pressionará seus aliados militares durante a reunião de cúpula do bloco na Romênia, nesta semana, para apoiar os planos para a incorporação de Ucrânia e Geórgia ao grupo.

Bush disse ainda que a Rússia, que não faz parte da aliança, mas se opõe fortemente à expansão da Otan aos países da antiga União Soviética, não terá o poder de veto sobre a aprovação da entrada dos dois países. A França também não apoia a entrada dos novos membros na Otan.

O presidente norte-americano negou que esteja interessado em negociar com a Rússia a retirada do apoio à entrada das duas repúblicas em troca da permissão de construção de interceptadores de mísseis e radares na Polônia e na República Tcheca.

Profunda crise

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Grigory Karasin, disse em uma audiência na Câmara Baixa do Parlamento russo, a Duma, que a entrada da Ucrânia na aliança militar ocidental "provocaria uma profunda crise nas relações entre a Rússia e a Ucrânia".

Segundo ele, a Ucrânia se tornaria uma área de acesso entre a Europa e a Rússia. Karasin disse que os países ocidentais precisam fazer uma escolha estratégica porque "a crise também afetará da maneira mais adversa a segurança pan-européia".

Reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário inglês Financial Times também relata a oposição da Alemanha à entrada da Ucrânia e da Geórgia à Otan, alegando que esses países ainda não estão "maduros" para se aliar ao bloco.

Desaprovação interna

Apenas 30% do ucranianos apoiam a entrada de seu país na organização. No centro de Kiev, na praça da Independência que já foi palco de manisfestações a influência russa e pela ascensão de Yushchenko ao poder, houve manifestação contraria a adesão e contra chegada de Bush ao país.

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