Três quenianos que morreram durante o ataque a um hotel em Mombasa, na semana passada, foram enterrados em seu vilarejo, Kikambala, não muito longe de onde aconteceu o atentado. Os três eram integrantes de um tradicional grupo de dança que estava recebendo os hóspedes do hotel Paradise, de propriedade de um israelense, quando o carro-bomba explodiu. Os enterros foram marcados para o sábado mas quando os familiares foram buscar os corpos, eles foram avisados pelos funcionários do necrotério que a liberação só aconteceria após o pagamento de uma taxa no valor de quase US$ 200 (R$ 729). Os parentes não tinham o dinheiro para pagar e turistas britânicos se organizaram e levantaram a quantia. Alerta Dezesseis pessoas morreram no atentado da quinta-feira. A maior parte dos mortos era de quenianos. No sábado, os Estados Unidos divulgaram um novo alerta de segurança advertindo para a possibilidade de ataques semelhantes e que podem acontecer em Djibouti, no Chifre da África. Os parentes das vítimas do atentado se mostraram muito decepcionados com a não-liberação dos corpos enquanto o necrotério não fosse pago. Um homem disse que os quenianos estão sofrendo mais do que israelenses, os alvos originais dos ataques suicidas. O Exército israelense transportou os mortos e feridos, por ar, horas depois do ataque. O governo queniano e políticos da oposição também fizeram uma apelo ao público para a arrecadação de fundos de ajuda para as vítimas do atentado.
Enterrados dançarinos mortos em ataque no Quênia
Domingo, 01 de Dezembro de 2002 às 21:51, por: CdB