Enquanto EUA se atolam em discussões, PIB da China avança este ano
Líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, o democrata Harry Reid rejeitou, nesta quinta-feira, os planos de alguns deputados republicanos para avançar com um projeto de aumento do teto da dívida que contém medidas como o adiamento do "Obamacare".
Enquanto os norte-americanos se atolam em discussões no Congresso, sobre o tamanho da dívida nacional, os recentes dados econômicos da China reforçam a estimativa do FMI de que a segunda maior economia
Líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, o democrata Harry Reid rejeitou, nesta quinta-feira, os planos de alguns deputados republicanos para avançar com um projeto de aumento do teto da dívida que contém medidas como o adiamento do "Obamacare". Reid, falando a jornalistas, rejeitou a proposta de aumento do teto da dívida que deputados republicanos esperam votar nos próximos dias horas após eles a apresentarem. O secretário do Tesouro, Jack Lew, informou ao Congresso que o governo dos EUA vai atingir seu limite de financiamento de US$ 16,7 trilhões em 17 de outubro.
Assustado com o embate entre norte-americanos que poderá paralisar o país, nos próximos dias, o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu, nesta quinta-feira, que os Estados Unidos retomem, rapidamente, os rumos no Congresso sobre a estagnação do governo e o aumento do limite da dívida do país.
– Isso é importante para a continuação da recuperação dos Estados Unidos, e além disso, da economia global – afirmou o porta-voz do FMI, Gerry Rice, a jornalistas.
O Senado, de maioria democrata, está caminhando para votar no sábado uma legislação para evitar a paralisação das agências do governo. Mas a Câmara dos Deputados, dominada pelos republicanos, estava preparada para disputas duras, com os republicanos tentando usar esses projetos para esvaziar a lei de saúde do presidente Barack Obama. O fracasso em aumentar o limite da dívida antes de o governo ficar sem dinheiro pode forçar os Estados Unidos a dar calote em seus credores. Rice disse que o FMI não tinha cálculos para demonstrar como o fracasso dos Estados Unidos em aprovar os projetos pode impactar a economia global.
China avança
Enquanto os norte-americanos se atolam em discussões no Congresso, sobre o tamanho da dívida nacional, os recentes dados econômicos da China reforçam a estimativa do FMI de que a segunda maior economia do mundo evitará uma desaceleração no segundo semestre e crescerá 7,75% neste ano, afirmou uma autoridade do Fundo nesta quinta-feira. Markus Rodlauer, vice-diretor do Departamento de Ásia Pacífico do FMI e chefe da missão do Fundo para a China, disse que o FMI espera que a economia da China sustente seu ritmo de crescimento apesar de um ambiente internacional difícil.
– Isso é sustentado por uma série de indicadores de alta frequência da China. Esses indicadores sugerem que a atividade vem de fato se estabilizando no terceiro trimestre, no segundo semestre – disse Rodlauer em conferência em Tóquio.
Ele destacou o crescimento de dois dígitos nas vendas no varejo e dados de investimento em ativos fixos e valor agregado industrial como alguns exemplos desses indicadores. Em julho, o FMI pediu mais reformas para sustentar a impressionante performance econômica da China e manteve sua estimativa de crescimento em 2013 de 7,75%, acima da meta de Pequim de 7,5%, embora na época tenha destacado riscos a essa projeção.
Desde então, entretanto, uma série de indicadores econômicos sugeriram que a China está retomando a força após mais de dois anos de desaceleração do crescimento e levou vários bancos de investimento a melhorar suas perspectivas. O FMI vai publicar uma nova versão do relatório Perspectiva Econômica Mundial em 8 de outubro, antes da reunião anual do Fundo.
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