Age muito acertadamente a presidenta Dilma Rousseff quando afirma, como o fez hoje na 3ª reunião de cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), agora se realizando na China, que que as cinco nações "não se organizam contra nenhum grupo de países" e ao cobrar que a "verdadeira prosperidade tem de ser compartilhada por todos"."
A agenda dos Brics não se define por oposição a nenhum outro grupo. Queremos agregar. Somos a favor de um mundo multipolar, sem hegemonias nem zonas de influência", completou há pouco a chefe do Estado brasileiro na cúpula.
Nas discussões da cúpula hoje, entre outros itens da agenda, os participantes discutiram a busca do consenso em torno de alguns temas de interesse comum, como uma uma reforma no sistema monetário internacional "com reservas internacionais de ampla base" (uma proposta de diversificar a atual dependência do dólar como moeda de referência).
Dilma verbalizou preocupação de todos os BRICS
A presidenta verbalizou a preocupação comum dos BRICS quanto a negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) e ao emperramento dos entendimentos da Rodada Doha, mas a verdade é que a Europa e os Estados Unidos não estão nem ai quanto aos impasses nestas duas áreas vitais do comércio e das relações internacionais.
Para eles esta tudo bem. Não querem discutir nenhuma liberalização do comércio mundial. Estão é cuidando de seus quintais, de como sair da crise e como jogar para cima de nós os custos dela. Crise, reforce-se, que eles mesmos, norte-americanos e europeus ricos criaram.
Assim, os países os BRICS e os países emergentes todos precisam aprender a lição e começar a criar seus próprios mecanismos e saídas. O enigma todo nesta situação é saber, agora, de que lado esta a China: do lado da atual desordem mundial ou de uma nova ordem global?