Por Gerhard Grube 28/05/2011 às 01:57
Tem coisas que a gente pensa, e pensa errado.
Quando da recente crise mundial eu imaginava que o neoliberalismo estava morto, de morte matada, suicídio. Que os globalizantes neoliberalistas tinham cavado sua própria sepultura.
Engano meu. Atualmente, apenas alguns anos depois, ele está mais vivo do que nunca, na verdade nunca morreu. As idéias capitalistas continuam fortes saudáveis e rijas. Continuam as privatizações, os bancos mais lucrativos que nunca.
A crise foi resolvida pelos governos. O coitado e enxuto Estado mínimo, que deveria ser só normativo, interveio com trilhões de dólares de dívida estatal para salvar as finanças mundiais. A crise foi (provisoriamente) contornada.
E novamente está-se a privatizar tudo que é estatal, o restante que sobrou. Na maior cara de pau, pré-sal, etc. E está-se a exigir que o povo pague a dívida que o Estado contraiu para salvar os bancos (Grécia, Portugal, Espanha etc.).
A crise foi empurrada para frente, com a barriga. Adiada simplesmente. Não sei quando, mas vai voltar com impacto redobrado, a ser resolvida apenas pela guerra globalizada.
Quando surgiu a idéia Reganista e Thatcheriana de privatizar tudo que é estatal no mundo todo, pensei comigo mesmo: "No Brasil não vai colar, os brasileiros não vão fazer isto".
Empresas estatais e de economia mista são cabides de emprego político. Ganhem ou não as eleições, milhares de políticos são escolhidos para serem presidente, diretores, cargos em comissão etc. nestas empresas. Jamais o político iria abrir mão disso.
Enganei-me redondamente. Primeiramente vieram as terceirizações, depois os enxugamentos e por fim dádiva das estatais brasileiras.
Outra coisa que me enganei completamente foi com a libertação feminista. Pensava eu que a mulher brasileira, a vaidosa e feminina garota de Ipanema, a brasileira de pele morena e ancas largas, tão diferentes das nórdicas branquelas, nunca iria concordar com tais idéias anglo-saxônicas, nunca.
E no início não foi diferente, a mulher brasileira era do lar, dona de casa. Foi preciso muita propaganda e programas de televisão (à tarde, das mulheres para as mulheres). Inúmeras reportagens do homem maltratando a mulher, coisas de cortar o coração. Muita verba, propaganda e legislação específica.
Malhavam em ferro frio. Delegacia das mulheres e entidades feministas às moscas, juntando poeira.
Mas as coisas foram mudando. E hoje, finalmente, elas são iguaizinhas ao modelo nortista. Autônomas, dinâmicas, independentes, trabalham, filhos só quando de produção independente. Homem só para pagar a pensão alimentícia. Colocam os companheiros na cadeia ou fazem eles pagar tudo quanto é indenização imaginável.
É, o brasileiro resiste mas acaba cedendo. Não somos muito afeitos à tradição, nada que não possa ser mudado.
As campanhas nortistas continuam. O brasileiro é católico, uns 80% são cristãos. Mas agora está na moda atacar o cristianismo. Feministas e gueis se juntaram para tirar o cristianismo do seu pedestal no Brasil. Elas por causa do aborto e liberdade sexual, e eles por causa da sodomia ser pecado.
Já não sei mais nada. Apesar das festividades religiosas ainda reunirem milhões de fiéis, também as paradas guei reúnem milhões. Com permissão, verbas e incentivo estatal.
Estes gueis, falam o que bem entendem, são agressivos, insultuosos. Este descer a lenha no cristianismo já está passando dos limites. Isso não é liberdade de expressão, é libertinagem.
Ofender entidades e pessoas que acreditam em alguma coisa, o que lhes dá o direito de fazer isso?
Chegará o dia em que o Brasil não será o país mais católico do mundo, ou que ser guei esteja totalmente na moda?
A julgar pelos muitos artigos gueis que descem a lenha no cristianismo estes últimos dias aqui no CMI, e os muitos artigos feministas de sempre, acho que sim.
Tomara que esteja enganado, novamente.