Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2026

Energias do Brasil divulga queda acentuada nos lucros

A companhia elétrica Energias do Brasil, dona das distribuidoras Bandeirante, Escelsa e Enersul, anunciou na quarta-feira queda de 86,8% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, impactado por efeito cambial e programa de demissão voluntária. (Leia Mais)

Quarta, 26 de Julho de 2006 às 08:56, por: CdB

A companhia elétrica Energias do Brasil, dona das distribuidoras Bandeirante, Escelsa e Enersul, anunciou na quarta-feira queda de 86,8% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, impactado por efeito cambial e programa de demissão voluntária. A companhia teve lucro de R$ 26,07 milhões no segundo trimestre ante resultado um ano antes de R$ 198,07 milhões. Nos primeiros seis meses do ano, a companhia obteve lucro de R$ 125,35 milhões, queda de 45,4% na comparação com os R$ 229,48 milhões registrados na primeira metade de 2005.

Controlada pelo grupo Energias de Portugal (EDP), a empresa informou que, descontados os efeitos cambiais, custos gerados por programa de demissão voluntária e os ajustes de revisão tarifária da Enersul no ano passado, o lucro do semestre teria apresentado crescimento de cerca de 42%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia somou R$ 162,63 milhões, queda de 31,6% na comparação com o segundo trimestre de 2005. No semestre, o resultado soma R$ 444,5 milhões, queda de 14,1% frente ao ano passado. Excluindo os efeitos adversos, a geração de caixa da companhia nos primeiros seis meses do ano teria sido 10% maior, informou a EDB.

A empresa, que também tem ativos de geração de energia, teve receita líquida de R$ 1,06 bilhão entre abril e junho, recuo de 2,6% na comparação com o segundo trimestre de 2005. Nos primeiros seis meses do ano, o faturamento foi de R4 2,18 bilhões, praticamente estável em relação ao valor obtido um ano antes. A Energias do Brasil informou ainda que revisou para cima as expectativas de investimentos em 2006, de R$ 651 milhões para R$ 754 milhões.

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