Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Energia se normaliza no Rio e Paes avalia estragos

Um dos Estados mais prejudicados pelo apagão, o Rio de Janeiro, só teve o serviço de energia totalmente restabelecido por volta das 5h30 desta quarta-feira, segundo a Light, concessionária de distribuição de energia da capital, região metropolitana e de alguns municípios do interior. A Baixada Fluminense foi a região onde o abastecimento mais demorou a ser normalizado. Neste momento, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, está reunido com técnicos do Centro de Controle de Tráfego (CTA) e dos principais órgãos da prefeitura para avaliar as consequências do apagão e definir ações para futuros blecautes na cidade.(Leia Mais)

Quarta, 11 de Novembro de 2009 às 07:28, por: CdB

Um dos Estados mais prejudicados pelo apagão, o Rio de Janeiro, só teve o serviço de energia totalmente restabelecido por volta das 5h30 desta quarta-feira, segundo a Light, concessionária de distribuição de energia da capital, região metropolitana e de alguns municípios do interior. A Baixada Fluminense foi a região onde o abastecimento mais demorou a ser normalizado. Neste momento, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, está reunido com técnicos do Centro de Controle de Tráfego (CTA) e dos principais órgãos da prefeitura para avaliar as consequências do apagão e definir ações para futuros blecautes na cidade.

A Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) já informou que por causa do apagão o serviço de abastecimento de água foi prejudicado e pode haver racionamento no Estado.

Na cidade do Rio, a Companhia de Engenharia de Tráfego informou que mesmo com a volta da energia, alguns sinais de trânsito podem ter o funcionamento comprometido. A Guarda Municipal do Rio informou que deslocou para as ruas cerca de 250 homens para trabalhar exclusivamente no trânsito.

Foram registrados pela Defesa Civil mais de cem casos de pessoas presas em elevadores. Com os computadores sem funcionar, as delegacias deixaram de fazer registros de ocorrência e muitas ficaram no escuro, por falta de gerador. O telefone 190 ficou fora do ar, e as ocorrências só eram passadas pelo telefone da sala de operações ou pelo rádio.

Até o fim da noite de terça-feira, não havia registro de acidentes nas principais vias da cidade, segundo a Coordenadoria de Vias Especiais. A Linha Vermelha ficou sem iluminação até o início da manhã de hoje. Na Ponte Rio-Niterói, só houve iluminação na praça do pedágio, e os painéis de informação pararam de funcionar, segundo a concessionária da via.

A administradora dos trens urbanos do Estado, a supervia, informou que a circulação dos trens só voltou ao normal depois das seis das 6h desta quarta, e os intervalos aumentaram, o que causou superlotação nas estações e nas composições.

As empresas de ônibus do município disponibilizaram todos os veículos da frota para atender à demanda, ainda assim os coletivos estão circulando superlotados. O Metrô Rio informou que teve o seu serviço interrompido nas Linhas 1 e 2 na noite de terça-feira, e o desembarque dos passageiros que estavam nos trens, a manutenção de luz e ventilação dentro das composições e nas estações foram permitidos por geradores de emergência da concessionária. As estações do Metrô foram reabertas às 5h com atrasos nos intervalos de um trem e outro.

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