Muito boa a notícia de que o BNDES aprovou financiamento de R$ 790,3 milhões para instalação de nove parques eólicos no país - 8 no Ceará (municípios de Acaraú, Itarema e Aracati), com capacidade instalada total de 211,5 MW (megawatts) e o 9º em Tramandaí (RS) com 70 MW de potência instalada.
Atualmente, os 51 parques eólicos já em operação no Brasil têm capacidade instalada de 937 MW. De acordo com o levantamento do Banco, outros 18 projetos estão em construção, com mais 500,8 MW para entrar em operação já ao longo deste ano, inclusive este gaúcho, de Tramandaí.
O total de autorizações, para investimentos em energia eólica, já atinge 3.600 MW, distribuídos por 134 projetos no país. Já foram, ou estão em processo de assinatura, outros 51 contratos de financiamento diretos e indiretos, no valor total de R$ 4,1 bi, para ampliar a capacidade de energia eólica em mais 1.369 MW. Além desses, outros 44 contratos (R$ 3,3 bi) estão em estudos.
O problema é que boa parte destes projetos ainda nem foi iniciada. Em matéria de energia eólica não basta financiar, ainda que isso seja fundamental. É preciso executar as obras, e no prazo, o que nem sempre tem acontecido, não apenas no setor eólico, mas também no caso das das termoelétricas.
Está na hora do órgão regulador e do poder público em seu conjunto ficarem atentos ao exercício de seus papéis e exigirem dos concessionários o cumprimento dos prazos. Com a palavra o agente financeiro destes projetos (BNDES), o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia (ANEEL).
Foto: Secretaria de Imprensa/ PR