Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de 2026

Encontro debate situação dos migrantes latino-americanos

Quinta, 10 de Maio de 2007 às 12:25, por: CdB

Mais de 400 organizações que atuam em defesa dos direitos dos migrantes participam da 1ª Cúpula de Comunidades Migrantes Latino-americanos que começou nesta quinta-feira na cidade de Morelia, Mochoacán (oeste mexicano), e segue até domingo, dia 13. O encontro apresenta os problemas que essa população enfrenta, além de apontar políticas públicas justas para essa parcela economicamente ativa que se encontra fora de seu país de origem.

As estimativas indicam que, só nos Estados Unidos, existem 11,5 milhões de pessoas ilegais, a maioria delas teve o México como porta de entrada. Ao todo, em todos os países, essa população pode chegar a cerca de 25 milhões de latino-americanos.

De acordo com a organização da Cúpula, que tem à frente a Aliança Nacional de Comunidades Latino-americanas e Caribenhas, é preciso fortalecer as instituições de migrantes para que seja possível elaborar projetos que gerem o desenvolvimento sustentável para as comunidades que povoam os países.

Outro ponto bastante importante com relação às transações financeiras. Estima-se que a remessa de dinheiro enviada para a América Latina, por ano, chegue a 45,8 bilhões de dólares. A idéia, portanto, é que as organizações possam trocar experiências sobre o assunto.

"Uma meta importante da Cúpula é propiciar um intercambio das lições aprendidas em quanto a projetos financiados por meio de remessas coletivas e as possibilidades de fazer com que tais projetos convertam-se em inversões eficazes a favor de processos de desenvolvimento local eqüitativo e sustentável", afirma a Aliança Nacional.

Além desses pontos serão tratados os motivos que levam à migração, os custos sociais desse processo e seu impacto nas famílias, a importância do acesso à educação, estratégias se superação para o racismo, integração e respeito cultural, entre outros.

Discutindo todos estes tópicos que permeiam o cotidiano dessas pessoas, o encontro quer "fortalecer o posicionamento das organizações de migrantes originários da América Latina como um coletivo de protagonistas chaves em função do desenvolvimento das comunidades saudáveis, tanto em lugares de destino, como de origem das migrações".

Tags:
Edições digital e impressa