Depois de dois dias de palestras e discussões sobre comércio exterior, termina nesta terça-feira em Blumenau (SC) o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2007. A expectativa é a de que novos negócios e investimentos sejam estimulados entre os dois países, segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Alcântaro Corrêa.
– Sinto que a Alemanha vai importar mais e investir mais, em especial no Sul, que é uma região estratégica para o Mercosul. Entendo que depois desse encontro muitas coisas vão correr mais rápido, porque os líderes políticos e empresariais se comunicaram e se propuseram a cooperar –analisou, em entrevista à Agência Brasil.
Corrêa, um dos organizadores do encontro, garantiu que seu otimismo tem respaldo na opinião de participantes.
– Muita gente tem elogiado o evento. Isso faz com que lá na frente aconteçam novas aproximações entre os países. Pelo depoimento de várias pessoas, agora começarão a ocorrer mais investimentos no Brasil – garantiu.
A declaração do industrial catarinense vai ao encontro do que disse esperar o gerente executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Frederico Álvares. No último domingo, ele havia apontado o cenário econômico nacional como favorável para o recebimento de investimentos estrangeiros.
Para o último dia do evento estão previstas reuniões internas onde serão discutidas formas de cooperação comercial entre Brasil e Alemanha. Outras duas palestras apontam as possibilidades de pequenas e médias empresas e as oportunidades para investimentos bilaterais.
O próximo encontro econômico entre os dois países está confirmado para 2008 na cidade alemã de Colônia. A Alemanha é o quinto maior parceiro comercial do Brasil e a maior potência econômica da Europa, com um Produto Interno Bruto de aproximadamente US$ 3 trilhões.