Autoridades britânicas que estão investigando a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko encontraram material radioativo em sua urina. A radiação também foi encontrada em vários lugares por onde Litvinenko passou antes de ficar doente. Segundo um especialista da Agência de Proteção da Saúde da Grã-Bretanha, a radiação é provavelmente ligada a uma "alta dose" de polônio-210, uma substância altamente tóxica que viaja pelo corpo rapidamente caso ingerida ou inalada.
O ex-espião russo, de 43 anos, morreu na noite desta quinta-feira no University College Hospital, em Londres, onde estava internado havia três semanas por causa de um suposto envenenamento.
A professora Pat Troop, da Agência de Proteção da Saúde, disse em uma coletiva que o ex-espião pode ter ingerido, inalado ou recebido a dose de polônio-210 através de um ferimento. Troop explicou que pessoas que tiveram contato com Litvinenko quando ele estava recebendo tratamento no hospital estão sendo procuradas.
- Nós estamos trabalhando com os funcionários (do hospital) para fazer uma lista -, disse.
- A relação terá dezenas de pessoas, no mínimo. Ele ficou no hospital por várias semanas e um bom número de funcionários cuidou dele -, completou.
Um homem interrompeu a coletiva da médica para dizer que era ucraniano e também tinha sido vítima de envenenamento. O corpo de Litvinenko ainda não passou por uma autópsia. Acredita-se que a demora seja por causa de preocupações com a saúde dos médicos que fariam o exame.
O ex-espião acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de estar por trás de sua morte em um comunicado ditado antes de morrer. Mas as autoridades russas negam qualquer envolvimento na morte do ex-espião.
Encontrado material radioativo na urina de ex-expião russo
Sexta, 24 de Novembro de 2006 às 19:01, por: CdB