As chuvas em várias cidades em Pernambuco e Alagoas nos últimos dias destruíram lavouras e prejudicaram o escoamento da produção agrícola na região.
No município de Agrestina, em Pernambuco, pontes foram destruídas e 90% das lavouras se perderam. Mais de 100 toneladas de alimentos foram perdidas.
Os acessos também foram comprometidos. Em Quipapá, a força da água arrastou uma ponte. Quatro comunidades ficaram isoladas.
A situação das estradas na zona rural também causa prejuízos aos pecuaristas, já que compromete o escoamento da produção de leite.
Das 39 cidades mais afetadas pela enchente em Pernambuco, 30 estão em estado de emergência e outras nove em estado de calamidade pública, segundo dados da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe).
Em Alagoas, de acordo com a Defesa Civil, 15 cidades decretaram estado de calamidade pública, entre elas a cidade de Branquinha, em Alagoas. Mais de 180 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas no Estado. Até este domingo, 76 pessoas estão desaparecidas e 34 mortes foram confirmadas.
Em Branquinha, quase todos os prédios e casas terão que ser reconstruídos. Em Rio Largo, a situação não é diferente. A usina de açúcar e álcool foi praticamente destruída pela correnteza.
Na usina Laginha, em União dos Palmares, os prejuízos foram grandes. O rio subiu mais de dez metros e arrasou a estrutura da usina. Dos seis reservatórios de etanol, cinco foram levados pela correnteza. A lama invadiu os laboratórios e todas as dependências.
A elevada temperatura do oceano Atlântico, que está até 1,5C mais quente, contribuiu para as cheias em Alagoas e Pernambuco
A previsão para os meses de julho, agosto e setembro é que a chuva fique na média dos anos anteriores para o período. Não estão descartados, porém, períodos de tempestade.