Os recursos garantidos pela Petrobras - incluídos os R$ 25 bilhões relativos ao financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - darão “certa tranquilidade” para que a companhia desenvolva o plano de negócios previsto para os próximos cinco anos. A expectativa é que os investimentos totais cheguem a US$ 174,4 bilhões – desde que o petróleo fique na casa dos US$ 65 o barril.
As informações foram dadas pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, em discurso durante a assinatura que ratificou o empréstimo do BNDES à estatal brasileira na sede da empresa, e que contou com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Edison Lobão, de Minas e Energia, Guido Mantega, da Fazenda e Dilma Rousseff , da Casa Civil, na véspera, à tarde.
– Esses R$ 25 bilhões que o BNDES está emprestando são a expressão clara da orientação da política econômica do governo. Com o preço acima de US$ 65 do barril de petróleo no mercado externo, ficaremos com relativa tranquilidade pelos próximos cinco anos – ressaltou.
Após a assinatura do contrato de empréstimo com o BNDES, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que o Eximbank (Banco de Crédito a Exportação e Importação dos Estados Unidos) admitiu a possibilidade de elevar o limite de crédito concedido à estatal para compra de equipamentos e serviços nos Estados Unidos. Mesmo evasivo, Barbassa admitiu que o atual teto de US$ 2,2 bilhões pode vir a ser dobrado.
Marco regulatório
Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff reafirmou após o discurso de Gabrielli, sua certeza de que o novo marco regulatório para o pré-sal, a ser encaminhado nos próximos dias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será fundamental no fortalecimento da Petrobras e da indústria nacional, com benefícios para toda a população.
– Eu tenho certeza de que nós estamos, com o pré-sal, dando mais um passo na direção do fortalecimento da Petrobras, da indústria de fornecedores, mas, sobretudo, da soberania do nosso país – disse a ministra, nas presenças de companheiros de governo como os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Edison Lobão, de Minas e Energia.
Os recursos do contrato de financiamento serão, segundo a Petrobras, aplicados em projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Com o empréstimo do BNDES, a Petrobras garante as necessidades de captação para os dois primeiros anos do seu Plano de Negócios 2009-2013, divulgado em janeiro deste ano e que prevê para os próximos cinco anos investimentos de US$ 74,4 bilhões.
Na mesma solenidade, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ressaltou as mudanças ocorridas no país, lembrando que há 40 anos o Brasil pedia empréstimo de US$ 40 milhões e ninguém queria emprestar, porque o país estava altamente endividado.
– Hoje, no entanto, nós não temos mais que bater à porta de ninguém pedindo empréstimo. Agora eles é que batem à nossa porta nos oferecendo recursos. Agora mesmo o presidente do Exinbank esteve aqui no país oferecendo bilhões e bilhões de dólares para a Petrobras. Este é o Brasil de hoje – disse Lobão.
O ministro lembrou que o país não pretende, com o novo marco regulatório, "prejudicar ninguém, mas, sim, beneficiar o Brasil".
– Seguiremos o nosso rumo, o país não será detido e o crescimento vai perdurar em benefício do seu povo – afirmou.