Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Empresas de petróleo temem ataques a refinarias

Os disparos em um complexo petroquímico na Arábia Saudita fizeram os mercados mundiais de petróleo temer que militantes estejam planejando um ataque para desestabilizar a infra-estrutura do maior exportador de petróleo do mundo. (Leia Mais)

Segunda, 03 de Maio de 2004 às 06:47, por: CdB

Os disparos em um complexo petroquímico na Arábia Saudita fizeram os mercados mundiais de petróleo temer que militantes estejam planejando um ataque para desestabilizar a infra-estrutura do maior exportador de petróleo do mundo.

Depois de o primeiro local de energia da Arábia Saudita ter sido atingido, o cenário de pesadelo agora seria o de ataques contra os centros nervosos na província do Leste do país, que poderiam frear o fornecimento de cinco milhões de barris de petróleo por dia para os mercados mundiais.

Isso elevaria os preços do petróleo, já em má situação depois do ataque da semana passada contra um terminal de exportação no Iraque. Mesmo um ataque simbólico desencadearia tumultos no mercado, dizem analistas.

- Negociadores de petróleo têm imaginação vívida e imaginariam o pior possível nisso. O ponto principal das preocupações é a interrupção do fornecimento e isso foi causa de alarme depois dos recentes ataques na Arábia Saudita e no Iraque - disse Peter Gignoux, assessor de petróleo da GDP Associates, de Nova York.

As operações na instalação Yanpet no Mar Vermelho, em união da Exxon Mobil, dos Estados Unidos, da Basic Industries Corp, sauditas, não foram afetadas pelo ataque de sábado.

Mas, para executivos ocidentais e sauditas, abalados, os ataques representam perigo, porque foram realizados por três funcionários que usaram seus crachás de acesso ao local, fortemente vigiado, para matar cinco engenheiros a tiros.

- Estou preocupado que isso aconteça em escala bem maior - disse um consultor saudita.

A versão mais apocalíptica seria um golpe em Ras Tanura, maior instalação marítima do mundo de carregamento, ou no centro Abqaiq, onde ficam cerca de cinco milhões de barris diários bombeados do campo gigante de Ghawar.

- Não podemos descartar a possibilidade de células secretas trabalhando para um grande ataque em Ras Tanura ou Abqaiq. Atingir Abqaiq seria catastrófico. Deixaria o reino de joelhos - disse um consultor da indústria saudita de petróleo.

A empresa Saudi Aramco fez o máximo que pôde para proteger os funcionários das instalações da gigante estatal, intensificando seu sistema de defesa nas últimas duas décadas. São 5.000 guardas protegendo os 54.000 funcionários e instalações.

- Tornamos Abqaiq a mais segura possível. A Aramco sempre gerenciou todos os problemas industriais para que não tivessem virtualmente nenhum efeito nos mercados mundiais de petróleo... Estou confiante na capacidade da Saudi Aramco de manter a produção e a exportação sob virtualmente qualquer circunstâncias -  disse Sadad Husseini, ex-vice-presidente da empresa que se aposentou recentemente.

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