Em 2004, as empresas de construção registraram crescimento real de 12,2% no valor total das obras e/ou serviços executados, em relação ao ano anterior, devido à boa performance da economia como um todo e de algumas medidas setoriais adotadas. As construções para entidades públicas se recuperaram e tiveram aumento real de 21,4%,em relação a 2003.
As obras de infra-estrutura, de maior peso no setor, aumentaram sua participação para 35,2% e, junto com as obras residenciais, representaram quase 60% do valor total das construções executadas. O grupo das edificações industriais também se destacou e ficou com a terceira maior participação (11,8%), impulsionado pelo crescimento industrial, especialmente na produção de bens de capital.
Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2004, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, IBGE, que registrou 109 mil empresas de construção em atividade no País, empregando 1,6 milhão de pessoas, número 6,3% superior ao de 2003. Essas empresas pagaram salário médio mensal de 3,0 salários mínimos (mesma média do ano anterior), num montante de R$ 15,3 bilhões em salários no ano e realizaram obras e serviços no valor de R$ 94 bilhões. A receita proveniente de obras e serviços no exterior alcançou 2,2 bilhões.
Do valor total das construções, de R$ 94 bilhões em 2004, R$ 40,8 bilhões vieram de obras contratadas por entidades públicas. Essas mostraram recuperação, com aumento nominal de 35,1% e real de 21,4%, o que elevou a participação do setor público no total das construções executadas de 40,1% para 43,4%, de um ano para outro. Este movimento pode estar relacionado ao fato de em 2004, ano de eleições municipais, a demanda do setor público por obras ter sido estimulada.