Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Empresários são acusados de vender armas ao Iraque

Quinta, 16 de Outubro de 2003 às 09:59, por: CdB

As autoridades americanas em Bagdá identificaram ao menos 30 empresários nos EUA que, segundo afirmam os investigadores, teriam vendido milhões de dólares em suprimentos militares ao Iraque antes da guerra.   

No topo da lista da investigação está uma sociedade composta de pai e filho de San Diego acusada na quarta-feira (15) de ter vendido lanchas armadas ao governo de Saddam Hussein. Segundo acreditam as autoridades, os dois empresários de San Diego, que têm origem iraquiana, entregaram e ajudaram na montagem de três barcos de patrulha, cada um com 25 metros de comprimento e armados com metralhadoras, como parte de um contrato de US$11 milhões com o Exército de Saddam.

"Nossa informação indica que vários destes barcos foram utilizados em combate nas proximidades de Basra" contra as tropas americanas no Iraque, afirmou na quarta-feira Michael T. Dougherty, diretor de operações para o Bureau of Immigration and Customs Enforcement, que liderou a investigação.

Os empresários, Sabri Yakou, 69 anos, e seu filho, Regard Yakou, 43 anos, um engenheiro que é cidadão americano, foram acusados de violar as leis de exportação em um indiciamento revelado na quarta-feira em uma corte federal de Washington.

Eles podem ser condenados a 10 anos de prisão por violações de exportação, mas as autoridades afirmaram que eles poderiam enfrentar acusações mais sérias. Os advogados da defesa não foram encontrados para comentar a questão.

As autoridades afirmam que prosseguiam na investigação de companhias e que empresários americanos podem ter ajudado o governo de Saddam na aquisição de suprimentos militares - violando a lei americana de exportações.

As autoridades em Bagdá estão investigando 30 casos que podem envolver a venda indevida de tecnologia militar ou itens com uso civil ou militar, Dougherty afirmou.

O valor total dos produtos, ele acrescentou, atinge "dezenas de milhões" de dólares.

Os Yakous utilizaram peças e suprimentos da Alemanha, Malásia e Cingapura para construir os barcos patrulha, depois visitaram o Iraque para auxiliar na montagem, afirmaram as autoridades.

Três barcos foram completados, enquanto o restante permaneceu em Bagdá, indicaram as autoridades. Sabri Yakou, que administra uma companhia chamada P.T. Gulf International, ainda deveria receber US$3 milhões, acrescentaram as autoridades.

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