Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2026

Empresários querem que Lula mude de tom com Evo

Romero de Oliveira e Silva, presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), disse que, "com a decisão da Bolívia, fica muito desigual a Petrobras continuar negociando como antes. Porque você tem hoje uma ação de governo em cima de uma empresa brasileira. Então é preciso uma ação do governo brasileiro". (Leia Mais)

Terça, 02 de Maio de 2006 às 11:30, por: CdB

Romero de Oliveira e Silva, presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), disse que, "com a decisão da Bolívia, fica muito desigual a Petrobras continuar negociando como antes. Porque você tem hoje uma ação de governo em cima de uma empresa brasileira. Então é preciso uma ação do governo brasileiro". Duas refinarias da Petrobrás foram afetadas com a medida, que determina ainda o aumento do imposto sobre o gás de 50% para 82%. As empresas que não aceitarem as condições impostas pelo governo devem deixar o país em seis meses. Em comunicado na página da Petrobras na internet, a empresa afirma que "ainda está analisando as ações do governo boliviano para adotar as medidas cabívies".

Segundo o presidente da Abegás, dos mais de 40 milhões de metros cúbicos de gás comercializados diariamente em nível nacional, cerca de 27 milhões vêm da Bolívia. Ele acredita que ainda é cedo para falar sobre o quanto a decisão governo boliviano pode afetar a população brasileira.

- Falar de preços nos combustíveis agora é tumultuar mais uma situação que está dentro da normalidade do abastecimento até agora - afirmou.

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