A participação do empresariado nos comitês de acompanhamento da crise financeira internacional e a eficácia desse modelo de gestão serão discutidas na reunião do Fórum Nacional da Indústria, órgão consultivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O encontro, realizado na sede da Febrafama, em São Paulo, começou na manhã desta terça-feira. O fórum é coordenado pelo presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, e reúne os presidentes de 45 associações nacionais de federações estaduais de indústrias.
Foram convidadas as associações brasileiras de Celulose e Papel (Bracelpa), da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), da Indústria de Base e Infra-Estrutura (Abdib) e da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Otimismo
Para o empresariado norte-americano, que realizou seminário idêntico em Nova York, na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não existe razão para não ser otimista com o Brasil. Segundo o presidente, o governo trabalhará ainda mais para minimizar os efeitos da crise, inclusive, para a recuperação da indústria automobilística.
– Vamos trabalhar mais do que vínhamos trabalhando, vamos viajar mais do que vínhamos viajando e vamos tentar ser mais criativo do que vínhamos sendo. É por isso que estamos adotando medidas para recuperar a indústria automobilística – afirmou em entrevista, após discursar para os investidores estrangeiros presentes ao encontro.
Lula disse ainda que o Brasil e a China são hoje as nações com maior potencial para atrair investimentos. O presidente também afirmou que vai continuar insistindo para que os Estados Unidos tirem as barreiras impostas ao etanol brasileiro. Após encontro com Lula, em Washington, o presidente norte-americano Barack Obama disse que a questão do etanol não pode ser alterada de um dia para o outro.
– Se todo mundo desistisse no primeiro não, ninguém casava. No jogo econômico é a mesma coisa – concluiu Lula.