Rio de Janeiro, 28 de Setembro de 2026

Empresários de comunidades podem ter empréstimo concedido

Os microempreendedores de comunidades pacificadas ganharam mais um incentivo do Governo do Estado para impulsionar o próprio negócio. A AgeRio (Agência de Fomento do Rio de Janeiro) está otimizando seus processos e reduziu de 13 para dois dias o prazo de liberação de crédito.

Quinta, 09 de Maio de 2013 às 09:23, por: CdB
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Os microempreendedores de comunidades pacificadas ganharam mais um incentivo do Governo do Estado para impulsionar o próprio negócio
Os microempreendedores de comunidades pacificadas ganharam mais um incentivo do Governo do Estado para impulsionar o próprio negócio. A AgeRio (Agência de Fomento do Rio de Janeiro) está otimizando seus processos e  reduziu de 13 para dois dias o prazo de liberação de crédito. Por meio do Fundo UPP Empreendedor, a agência concede financiamentos entre R$ 300 e R$ 15 mil, com juros mensais de 0,25% e até 24 meses para pagar. Com mais de 400 contratos assinados e R$ 1,6 milhão concedidos em empréstimos, a AgeRio também vai permitir que clientes renovem as operações de acordo com suas necessidades. O objetivo é continuar apoiando aqueles que já obtiveram retorno do investimento inicial. A expectativa é chegar a dois mil contratos até o fim deste ano. – Será possível obter novos recursos, mas faremos isso de forma orientada, dando noções de educação financeira. Analisaremos o projeto para evitar que ele pegue mais do que o necessário. É um microcrédito produtivo bem orientado – explicou o presidente da agência, Domingos Vargas. Salão de beleza aumenta faturamento Atualmente, a AgeRio atende microempresários em 24 postos avançados instalados em comunidades pacificadas como Cidade de Deus, Batan, Babilônia, Chapéu-Mangueira, Tabajara e Complexo do Alemão. Três meses após obter R$ 5 mil de crédito junto ao Fundo UPP Empreendedor, a cabeleireira Sandra Mara Satique, de 39 anos, já contabiliza os lucros do salão montado na garagem de sua casa, no Morro da Coroa, em Santa Teresa. Após investir o dinheiro em produtos e equipamentos, a pequena empresária conseguiu quadruplicar o número de clientes e aumentar seu faturamento em 30%. – Pude comprar mais produtos, secadores e pranchas. O salão foi crescendo no “boca a boca”. Grande parte da minha clientela vem da Zona Sul do Rio. Todas elas perderam a má impressão que tinham por ser salão em comunidade – disse Sandra Mara. Financiamento impulsiona comércio de cestas básicas Morador do Morro da Coroa, o microempreendedor João Henrique Silva, de 36 anos, ansiava pela possibilidade de obter um novo empréstimo. Em dezembro do ano passado, ele conseguiu R$ 5 mil para investir na mercearia que abriu na comunidade. O negócio, que começou com a venda de cestas básicas na sala de casa, tem evoluído tanto que João Henrique quer fazer melhorias para que o espaço vire um minimercado. – Comprei fatiador de frios, máquina de assar frangos, balança, prateleiras e mercadorias. Antes eu só tinha um freezer e um demonstrador. O financiamento foi o pontapé e está dando resultado. Agora quero fazer reforma, cozinha e banheiro para que vire um mercadinho. Nenhum banco me ofereceria as condições que a AgeRio me deu. Se puder renovar o empréstimo, vou crescer ainda mais – disse o microempreendedor. Microcrédito para construir um albergue goiano Octaviano Gomes, de 54 anos, é outro morador da comunidade que está colhendo os frutos do financiamento que conseguiu para investir na criação do Albergue Coração da Coroa. Com os R$ 3,5 mil do empréstimo do Fundo UPP, parcelados em 12 vezes, ele pôde equipar e decorar os quartos. O dinheiro que faturou de janeiro até agora já cobriu o investimento e ele estuda renovar o crédito para criar mais um quarto com beliches. – No meu banco, a taxa era de 4,5% ao mês, o que tornava o crédito inviável para mim. Agora, concretizei meu sonho de abrir o albergue. Já hospedei australiano, francês, chinês, americano, italiano e belga – afirmou Gomes. Incentivado pelo projeto da AgeRio, o empreendedor também está legalizando seu albergue na comunidade pacificada através do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
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