Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Empresários aceitam CPMF, se governo diminuir carga tributária

Pouco antes da reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, na quarta-feira, o presidente da empresa petroquímica Braskem, José Carlos Grubisich, defendeu a redução da carga tributária brasileira. (Leia Mais)

Quarta, 24 de Outubro de 2007 às 10:56, por: CdB

Pouco antes da reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, na quarta-feira, o presidente da empresa petroquímica Braskem, José Carlos Grubisich, defendeu a redução da carga tributária brasileira. Em entrevista, ele disse que a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) pode ser mantida, para garantir a arrecadação do governo. No entanto, na avalição de Grubisich, seria necessário reduzir outros tributos, sobretudo os que incidem sobre a folha de pagamento e impostos ligados a investimentos.

- Não é discutir a CPMF diretamente, mas acho que a redução da carga tributária certamente viabilizará mais investimentos no Brasil - ressaltou Grubisich, presidente de uma das maiores empresas petroquímicas da América Latina.

O empresário disse acreditar no crescimento sustentável da economia brasileira. De acordo com ele, o setor de plásticos e petroquímicos vai crescer cerca de 10% nos próximos anos.
- Evidentemente que não existe nada melhor do que crescimento da economia para viabilizar investimentos - afirmou.

Grubisich é um dos cerca de 100 empresários convidados para a reunião com o presidente Lula. Entre os participantes também está o presidente do grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz. Ao chegar ao Palácio do Planalto, ele preferiu não antecipar se o encontro com Lula servirá para manifestar apoio à prorrogação da CPMF até 2011.

- Estou aqui para ouvir o que o presidente tem para falar. Ele convocou os empresários e o nosso dever é estar aqui e participar desse momento do país - disse.

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