O empresário Leandro de Souza Gomes, de 32 anos, que foi executado na noite desta quinta-feira, na Rua Senador Dantas, no Centro, tinha sido vítima de outro atentado, ocorrido no início do ano, na Praça Mauá. Nesse atentado, Leandro foi atingido por sete tiros.
O empresário era dono da agência de turismo American Tur Club e da empresa especializada na venda e instalação de som para carros, Gigante Sound. Ele ainda se recuperava das lesões causadas pelo atentado do início do ano e continuava fazendo fisioterapia. O fato, segundo policiais, reforça a hipótese investigada pela polícia de crime encomendado e afasta ainda mais a versão inicial, já descartada pela polícia, de tentativa de assalto.
Leandro morreu a caminho do Hospital Souza Aguiar e o soldado PM Carlos Henrique Dias, 30 anos, segurança do empresário também foi baleado no local, morreu quando era operado no mesmo hospital.
O empresário estava acompanhado do policial num bar da Travessa dos Poetas de Calçada. No bar também estavam a mulher do empresário, Simone e um amigo do casal, Douglas. Os quatro conversavam, quando dois homens apareceram e Leandro desconfiou de um deles e decidiu ir embora. Eles saíram do bar e se encaminharam para o carro, a caminhonete Mitsudan da Mitsubishi, estacionada na Rua Senador Dantas, em frente ao prédio da galeria 33, que tem entrada principal pela Avenida 13 de Maio, 33, onde fica a agência de turismo de Leandro.
Simone e o amigo já tinham entrado no carro, quando um dos homens se aproximou de Leandro gritando "perdeu, perdeu e não reage". Conforme policiais que estiveram no local, foram disparados mais de 30 tiros e Leandro foi atingido por cinco deles, no rosto, peito, axila e outras partes do corpo.
Carlos Henrique, lotado no 35º BPM (Itaboraí) foi atingido por três tiros. Na cintura do policial foi encontrada uma pistola PT-380, com balas intactas e por isso, a polícia suspeita que ele não teve tempo de reagir. Porém, uma testemunha, disse no local que viu o PM atirando e suspeita que ele tenha sido atingido por um terceiro homem.
Um dos tiros atingiu o pneu dianteiro direito da caminhonete Mitsubishi e outro estilhaçou o vidro da porta traseira de um Gol que também estava estacionado nas proximidades. A polícia recolheu no local 19 cápsulas de calibres 40, 380 e 9mm que foram encaminhadas para exames, o que também reforça a hipótese da existência do terceiro homem e de que o policial também efetuou disparos. Os bandidos teriam fugido em um Gol ou num Golf, mas a polícia não descarta a informação de que o veículo utilizado na fuga seja um Monza.
Pouco antes do crime, a mulher do empresário foi à 6ª DP (Cidade Nova), para pegar um documento relativo ao roubo da caminhonete Mitsubishi. O carro, que estava em nome da esposa, foi roubado quarta-feira, no Catumbi, recuperado no mesmo dia - na subida do Morro da Coroa - e devolvido para o casal. O fato, no entanto, é isolado e, segundo a polícia, não tem qualquer ligação com o crime. A mulher do empresário saiu da delegacia e foi se encontrar com o marido, no bar da Travessa dos Poetas de Calçada. Minutos depois, o crime aconteceu. O registro foi feito na delegacia da Cidade Nova, mas o inquérito é da 5ª DP (Gomes Freire).