Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Empresário do funk presta depoimento na Justiça

Sexta, 04 de Setembro de 2009 às 08:42, por: CdB

O empresário Rômulo Arthur Costa, dono da equipe de som Furacão 2000, prestará depoimento nesta sexta-feira, no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Ele é testemunha do processo que apura o envolvimento de funcionários da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital na cobrança de propinas para a liberação de bailes funks. Rômulo teria sido extorquido em R$ 150 mil entre 1999 e 2000.

O processo teve início na 33ª Vara Criminal da capital, mas foi remetido ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça, uma vez que entre os acusados está o deputado estadual Jorge Babu (sem partido).

A relatora é a desembargadora Maria Henriqueta Lobo, que designou o juiz Paulo Cesar Vieira de Carvalho Filho, auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça, para a realização da audiência.

O juiz também ouvirá o depoimento da testemunha Augusto Pinto Monteiro. Além de Babu são réus no processo o policial Wellington Regadas Moreira, o PM Paulo Roberto Paim, vulgo Paulinho PM, e os motoristas Luiz Eduardo Soares, o Mister Bean, e Willian Pereira Mendes. Eles foram denunciados pelos crimes de formação de quadrilha e concussão (extorsão praticada por servidor público).

Segundo denúncia do MP, na qualidade de funcionários públicos em atuação na Vara da Infância e da Juventude da capital, os réus passavam-se por comissários da infância e utilizavam viaturas e coletes da serventia judicial para exigir vantagens indevidas de empresários, instituindo o denominado "mensalão". Ainda de acordo com o MP, a organização recebia o nome de "Firma", numa alusão ao filme de ação de delinquentes.

O deputado Jorge Babu foi denunciado em virtude de sua aproximação com Wellington e por possuir reduto eleitoral na Zona Oeste da cidade, local onde os bailes funks ocorrem com mais freqüência. O MP afirma que o deputado teria intermediado a cobrança de propinas. A denúncia foi recebida pelos desembargadores do Órgão Especial no dia 30 de junho de 2008.

Na mesma ação, a ex-mulher de Rômulo Costa, a ex-vereadora Verônica Chaves de Carvalho Costa, foi acusada pelo MP do crime de falso testemunho, mas a denúncia em relação a ela foi rejeitada pelo Órgão Especial. A ex-vereadora se retratou, alegando que mentiu porque estava sob forte pressão

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