Líder mundial no suprimento de conexões tubulares em aço inoxidável, duplex e cobre-níquel para os setores de petróleo, gás e petroquímica, a empresa Schulz, de origem alemã, vai instalar em Paracambi, na Baixada Fluminense, sua primeira fábrica no Brasil, graças a incentivos fiscais concedidos pelo governo do estado. A governadora Rosinha Garotinho, o vice-presidente da Schulz, Rainer Floeth, os secretários estaduais de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, e de Desenvolvimento Econômico, Humberto Mota, e o prefeito de Paracambi, André Ceciliano assinam nesta terça-feira, às 11h, no Palácio Guanabara, protocolo que define a concessão desses incentivos para viabilizar o empreendimento.
O grupo também transferirá de São Paulo para o Rio o centro de distribuição e uma indústria de pequeno porte. A fábrica contará com investimentos de R$ 31 milhões, gerando cerca de 500 empregos diretos na fase de operação. Rosinha determinou que toda a mão-de-obra seja prioritariamente contratada na Baixada Fluminense.
A expectativa é que, em dois anos de funcionamento, a fábrica gere US$ 9 milhões em exportação e mais US$ 18 milhões em vendas no mercado interno. O centro de distribuição e a indústria de pequeno porte terão investimentos de US$ 3 milhões, aplicados com capital próprio. Os dois empreendimentos deverão faturar, este ano, em torno de R$ 22 milhões.
A multinacional explicou que a escolha do Rio para a instalação do novo empreendimento e para a transferência de atividades já existentes no país deveu-se à concessão de incentivos fiscais oferecidos pelo governo estadual e à proximidade do estado com o mercado consumidor nacional. Além de assinar os protocolos para a instalação da Schulz, a governadora irá detalhar o decreto publicado nesta terças-feira no Diário Oficial, que visa a incentivar as atividades relativas a toda a fase de exploração de petróleo no estado, dando-lhe o tratamento fiscal adequado.
- Estamos, com este decreto da governadora, atendendo ao pleito do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), da Associação Brasileira dos Perfuradores de Petróleo (ABRAPET) e do IADC (International Association of Drilling Contractors), e conferindo a real intenção da Lei Valentim, que é tributar apenas a importação de equipamentos para fase de produção de petróleo, onde são obtidos lucros significativos, e não a etapa relativa à exploração, que é uma atividade de risco. Afinal, durante a fase de perfuração não há qualquer garantia de que o investimento no projeto será economicamente viável - explicou o secretário Wagner Victer.
Ainda segundo o secretário, através do estímulo à perfuração, as empresas petrolíferas poderão obter melhores resultados na descoberta de novos campos, gerando mais royalties e participações especiais para o estado.