Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Empresa alemã instala primeira fábrica no Brasil em Paracambi

Empresa alemã instala primeira fábrica no Brasil em Paracambi

Terça, 17 de Fevereiro de 2004 às 07:10, por: CdB

Líder mundial no suprimento de conexões tubulares em aço inoxidável, duplex e cobre-níquel para os setores de petróleo, gás e petroquímica, a empresa Schulz, de origem alemã, vai instalar em Paracambi, na Baixada Fluminense, sua primeira fábrica no Brasil, graças a incentivos fiscais concedidos pelo governo do estado. A governadora Rosinha Garotinho, o vice-presidente da Schulz, Rainer Floeth, os secretários estaduais de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, e de Desenvolvimento Econômico, Humberto Mota, e o prefeito de Paracambi, André Ceciliano assinam nesta terça-feira, às 11h, no Palácio Guanabara, protocolo que define a concessão desses incentivos para viabilizar o empreendimento.

O grupo também transferirá de São Paulo para o Rio o centro de distribuição e uma indústria de pequeno porte. A fábrica contará com investimentos de R$ 31 milhões, gerando cerca de 500 empregos diretos na fase de operação. Rosinha determinou que toda a mão-de-obra seja prioritariamente contratada na Baixada Fluminense.

A expectativa é que, em dois anos de funcionamento, a fábrica gere US$ 9 milhões em exportação e mais US$ 18 milhões em vendas no mercado interno. O centro de distribuição e a indústria de pequeno porte terão investimentos de US$ 3 milhões, aplicados com capital próprio. Os dois empreendimentos deverão faturar, este ano, em torno de R$ 22 milhões.

A multinacional explicou que a escolha do Rio para a instalação do novo empreendimento e para a transferência de atividades já existentes no país deveu-se à concessão de incentivos fiscais oferecidos pelo governo estadual e à proximidade do estado com o mercado consumidor nacional. Além de assinar os protocolos para a instalação da Schulz, a governadora irá detalhar o decreto publicado nesta terças-feira no Diário Oficial, que visa a incentivar as atividades relativas a toda a fase de exploração de petróleo no estado, dando-lhe o tratamento fiscal adequado.

- Estamos, com este decreto da governadora, atendendo ao pleito do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), da Associação Brasileira dos Perfuradores de Petróleo (ABRAPET) e do IADC (International Association of Drilling Contractors), e conferindo a real intenção da Lei Valentim, que é tributar apenas a importação de equipamentos para fase de produção de petróleo, onde são obtidos lucros significativos, e não a etapa relativa à exploração, que é uma atividade de risco. Afinal, durante a fase de perfuração não há qualquer garantia de que o investimento no projeto será economicamente viável - explicou o secretário Wagner Victer.

Ainda segundo o secretário, através do estímulo à perfuração, as empresas petrolíferas poderão obter melhores resultados na descoberta de novos campos, gerando mais royalties e participações especiais para o estado.

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