Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Emprego no setor industrial oscila nas últimas semanas

Sexta, 11 de Abril de 2014 às 11:13, por: CdB
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O total de pessoas ocupadas na indústria brasileira voltou a cair na passagem de fevereiro para março
O emprego no setor industrial permaneceu estável de janeiro para fevereiro deste ano, com o pessoal ocupado assalariado não mostrando variação na série com ajuste sazonal. No acumulado do primeiro bimestre do ano, no entanto, o pessoal ocupado na industria acumula queda de 2%, mesmo resultado do indicador comparação fevereiro 2014/fevereiro 2013. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) divulgada nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de fevereiro, o emprego na indústria acumula nos últimos 12 meses (a taxa anualizada) queda de 1,3%. Ainda na série ajustada sazonalmente, o número de horas pagas em fevereiro também ficou estável entre janeiro e fevereiro, enquanto a folha de pagamento real teve alta de 1,6%. O fato de não haver variação no total do pessoal ocupado na indústria em fevereiro interrompe um período de três taxas negativas seguidas – quando o desemprego acumulado ficou em 0,6%. O recuo de 2% no nível de pessoal ocupado na indústria na comparação fevereiro de 2014/fevereiro de 2013, é o vigésimo nono resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. Já o índice de - 2% no resultado acumulado para o primeiro bimestre de 2014, intensifica, segundo o IBGE, o ritmo de queda ante o segundo (-0,5%), terceiro (-1,2%) e quarto (-1,7%) trimestres de 2013 – ou seja, em todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Também a taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 1,3% em fevereiro de 2014, manteve a trajetória ligeiramente descendente iniciada em agosto do ano passado (-1,0%). Ligeira queda A queda de 2% no emprego industrial em fevereiro deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado, reflete resultados negativos em 12 dos 14 locais incluídos na Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal impacto negativo sobre a média global veio de São Paulo, o mais importante parque fabril do país, onde o emprego na indústria chegou a cair 3,1% em relação a fevereiro de 2013, pressionado em grande parte pela redução no total do pessoal ocupado em 12 das 18 atividades. Os destaques, no caso, foram para as indústrias de produtos de metal (-14,2%), máquinas e equipamentos (-8,2%), produtos têxteis (-9,4%), meios de transporte (-3,2%), calçados e couro (-12,5%), outros produtos da indústria de transformação (-6,2%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,7%) e minerais não metálicos (-4,7%). O IBGE destacou ainda os resultados negativos registrados no Rio Grande do Sul (-4,1%), Paraná (-2,8%), na Região Nordeste (-0,8%) e em Minas Gerais (-0,9%). O resultado do Rio Grande do Sul, segundo a pesquisa, foi influenciado principalmente pelas quedas em calçados e couro (-12,4%), e máquinas e equipamentos (-7,4%); no Paraná, foi pressionado especialmente pelos ramos de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-34,4%) e vestuário (-9,3%); na Região Nordeste, por causa das perdas registradas em calçados e couro (-3,5%), produtos têxteis (-5,4%) e refino de petróleo; enquanto em Minas Gerais foi motivado pela retração registrada em calçados e couro (-8,4%), e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,8%). Crescimento menor Instituição que representa os industriais, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano para 1,8%, ante 2,1%, em meio a uma previsão de baixa expansão do investimento, fraco superávit comercial, inflação elevada e deterioração das contas públicas. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, a entidade prevê que o PIB industrial aumentará 1,7% em 2014, ante 2% previstos anteriormente. Sobre a Selic, a entidade calcula que a taxa fechará este ano em 11,25% ao ano, ante estimativa anterior de 10,5%. A CNI também projeta a inflação em 6,4%, 0,4 ponto percentual a mais do que o estimado anteriormente. A piora das estimativas deu-se com base na dificuldade da economia brasileira em crescer a um ritmo mais forte, custo de vida elevado, baixa expansão dos investimentos, moderação do consumo das famílias e efeitos na atividade do aperto dos juros para o controle da inflação. No cálculo para o setor industrial, a entidade levou em conta a performance mais animadora dos indicadores neste início do ano, mas ainda assim as incertezas relacionadas à atividade em geral determinaram a redução da perspectiva. No dado mais recente da CNI, o uso da capacidade instalada subiu para 82,6% em fevereiro, com alta de 6% do faturamento no dado dessazonalizado. No front externo, a CNI destaca a dificuldade das exportações brasileiras, principalmente a dos produtos manufaturados. Para as operações de comércio exterior, a entidade calcula exportações de US$ 240 bilhões e importações de US$ 238,5 bilhões, resultando no fraco superávit comercial de US$ 1,5 bilhão. Essas operações levaram em conta uma taxa nominal média de câmbio de R$ 2,35 por dólar, estável frente à cotação calculada anteriormente. Nas contas públicas, a indicação é de deterioração dos indicadores, com previsão de superávit primário de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), maior que o de 1,4% projetado anteriormente, mas abaixo da meta do governo de 1,9% do PIB, correpondente à meta nominal de R$ 99 bilhões.
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